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COLUNISTA
Herbert Marques
25/04/2007 - 12h05
A corrupção no Judiciário
 
 

Há muito, nós advogados, temos notícias de corrupção na Justiça Federal. Para São Paulo sempre foi desolador, mesmo porque sempre nos orgulhados do Poder Judiciário Paulista, quer em primeira instância, quer nas instâncias superiores. Os jovens magistrados do interior sempre demonstraram excelente índole, mesmo porque suportam um exame de seleção considerado o mais exigente de todo o país. Como se não bastasse, ao assumirem seus cargos, via de regra em pequenas cidades do interior, têm em seus superiores, os orientadores e desembargadores, pessoas das mais ilibadas perante não só seus pares, como em toda a sociedade onde convivem. Conduzem seus discípulos com esmero e dedicação, procurando transmiti-los a responsabilidade de um magistrado precisa ter nas funções que ocupa.

O mesmo nunca se pode dizer dos juízes federais, até pouco tempo sem grandes exigências para seu ingresso na magistratura, o que certamente facilitou a formação de profissionais não muito preocupados com o cargo a que foram investidos. Hoje existe uma preocupação maior com a seleção e certamente os frutos virão para o futuro. De qualquer forma, é lamentável e desolador vermos a imprensa tratar os magistrados como bandidos, corruptos de quinta categoria já que escolheram a mais nobre das profissões para dar vazão às suas índoles de mau caráter.

O conceito de juiz em qualquer civilização do mundo é do homem sacerdote, daquele que deva sacrificar sua vida em nome do sacrossanto dever de julgar as pessoas. Para se ter uma idéia, na Inglaterra, uma as sociedades mais tradicionais da humanidade, o juiz ao receber a toga a recebe da rainha em solenidade dentro do Palácio ao ajoelhar-se perante o magistrado em sinal do respeito do Poder Executivo ao novo juiz. Esses juizes não têm salário fixo mas sim uma conta aberta em banco oficial, onde supre suas necessidades de acordo com sua consciência. Os países europeus não fogem muito à regra, sempre admitindo no quadro de magistrados, profissionais com no mínimo quinze anos de exercício ilibado da profissão de advogado.

Nas Américas a profissão não é tanto sacerdotal assim embora o respeito e a seriedade com o ato de julgar sempre foi levado à sério. É o orgulho de São Paulo e outros poucos estados do Brasil. Nossos magistrados, com raras exceções, hoje desnudas pela imprensa e pela Polícia Federal, ainda nos passam o alento de termos um poder sério e isento do vírus da corrupção que tanto nos assolam.


Nota do Editor: Herbert José de Luna Marques [1939 - 2013], advogado militante em Ubatuba, SP.
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