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Opinião
08/05/2021 - 06h38
Na crise, manda quem pode
Benedicto Ismael Camargo Dutra
 

Quem é responsável pela pandemia? A humanidade tem vivido de forma egoísta e desprezando as leis da natureza, fazendo tudo errado por ignorância e por cobiça, provocando o aparecimento e disseminação dos vírus. O rol das consequências dos erros é enorme; fiquemos com apenas um: tivemos mais de 300 anos de trabalho escravo no Brasil, pensem nessa maldade e insensatez. Quando finalmente a família imperial proibiu a escravidão em 1888, D. Pedro II foi destronado e expulso, e começou uma república na mão de despreparados que cederam o poder a um grupo de entreguistas corruptos.

A vacina é uma etapa importante, mas vai resolver tudo? Ela é uma parte da solução, mas os cuidados devem permanecer com distanciamento, uso da máscara nos contatos, fugir das aglomerações. Estamos numa fase de grandes rupturas, nada será mais como antes.

A questão da sobrevivência econômica não deve estar relacionada ao atendimento de interesses dos poderosos, mas com muito bom senso é preciso impedir a desestruturação da economia que vem cambaleando há décadas, pois isso poderá levar o Brasil a cair num abismo de miséria e desordem difícil de recuperar.

A economia se organiza ou desorganiza num processo. Nos anos 1970 havia, em São Paulo e outros estados, promissora indústria eletroeletrônica. Com o advento da Zona Franca (ZF), as fábricas fecharam e foram importar através de Manaus. Em 50 anos nada se fez pelo avanço tecnológico. Como fazer da ZF de Manaus algo efetivo no avanço do Brasil?

Nos anos 1980, o Brasil, pressionado pelo resgate da dívida externa, fomentou a inflação. Veio o plano real que tabelou o preço do dólar. Importar ficava mais barato que produzir. Os empregos foram embora. A indústria não resistiu. Como organizar a economia se a globalização converge para produzir na Ásia com custo da mão de obra menor em 80%? Há um amplo desequilíbrio mundial na economia e no avanço tecnológico que está arrastando o mundo para a precarização geral. Não bastam auxílios emergenciais, é preciso dar sustentabilidade ao trabalho e à renda, e promover continuidade do aprendizado prático do jovem aprendiz, além do ensino escolar.

A humanidade se encontra diante da grande colheita de todas as suas ações. Se quisermos um mundo melhor, em continuado progresso, se faz necessário acabar essa luta por riqueza, poder e dominação travada pelos poderosos sobre a grande massa, e pôr em prática a estreita cooperação, visando o bem geral e a sustentabilidade. O mesmo se aplica ao relacionamento entre as nações e as pessoas em geral. Não há equilíbrio. O que prevalece é produzir onde o custo seja baixo, como na Ásia, para vender aos que ainda podem pagar. O poder e os ganhos ficam com os graúdos e a miséria vai aumentando.

Num mundo onde a regra é a mentira e a falsidade, falar a verdade é provocar os beneficiados. Intuição e raciocínio lúcido são indispensáveis. O presidente norte-americano Biden disse ter intuído o desejo do povo americano e desenvolve plano de trilhões de dólares para recuperação da economia e empregos. A grande questão não é intuir o que o povo quer, mas intuir o que é necessário fazer para eliminar as causas do declínio humano e econômico. O capitalismo de Estado chinês parece que funciona na base da prospecção de oportunidades geoeconômicas, tirando o melhor proveito delas e no “manda quem pode” sem ser contrariado.

Enfrentamos um período turbulento com ataques e golpes baixos contra o Brasil. Estamos diante de uma incógnita, qual será o futuro do país? Alcançaremos o progresso ou cairemos no abismo da ignorância e precarização geral?

Para não cair no entorpecimento manipulador e fugir da indolência, o tempo tem de ser aproveitado de forma enriquecedora e criativa, semeando o bem, o que atrai alegria e felicidade. A moda agora é mostrar as coisas feias da vida, desmoralizar o ser humano. Na mídia em geral e nos filmes observamos um padrão negativo. Antes ainda dava para se distrair, agora na grande maioria das apresentações, só há tóxicos que mantêm os seres humanos olhando para os baixios da vida onde não há esperança. Desvalidos e extenuados, eles têm de reunir as forças que lhes restam para procurar a prometida Luz da Verdade.


Nota do Editor: Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini, e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

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