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Opinião
15/09/2021 - 05h27
Pátria livre
Benedicto Ismael Camargo Dutra
 

Que futuro poderemos esperar diante da falta de empenho em construir um país melhor para obter vantagens pessoais usando como armas a mentira e a falsidade? Depende de cada um, individualmente, estar desperto na chama do anseio da evolução espiritual. A liberdade e responsabilidade, os valores, a prosperidade das famílias e o bom preparo das novas gerações têm de ser defendidos e postos em prática.

Coincidência ou simbolismo do destino? Idealistas liderados pela Imperatriz Leopoldina e José Bonifácio não mediram esforços para dar ao Brasil a liberdade política, algo que muitos países conquistaram só no século 21. O projeto era estabelecer uma nação livre, espiritual e materialmente. Esperemos que o sacrifício não tenha sido em vão. Desde aquela época, um grupo hostil procura impedir que o Brasil se torne feliz pátria de Luz.

O tecido social está sendo corroído. Os recursos naturais cobiçados. É preciso energia para que o país não afunde no abismo da imoralidade e miséria.

Economia na mão do Estado, geralmente quer dizer na mão dos tiranos. Poderosos empresários também concentram o controle sobre empresas lucrativas. Os tiranos implantam o medo. Há que se atentar para a programação da TV e filmes que sempre carregam o medo embutido nas imagens. Há que se educar, respeitar a ética e a moral, conduzir para um mundo melhor sem tirania, com respeito e consideração.

Mas o ocidente não soube aproveitar a liberdade que pregava. Lobistas de poderosos interesses econômicos se incumbiam de convencer a classe política a agir de forma a favorecer esses interesses, dando para isso gordas recompensas. Os conflitos com a classe trabalhadora foram solucionados com o fechamento das fábricas nos grandes centros urbanos e transferindo-as para regiões de menor custo da mão de obra, numa economia de planejamento central unificado. Assim, a precarização geral avança rapidamente pelo Brasil e pelo mundo.

A questão da falta de empregos vai se tornando grave, sem que se saiba o que fazer em todo o ocidente que viveu uma fase boa, mas se encontra diante da precarização salarial resultante da globalização e deslocalização das fábricas. Enquanto os países do ocidente, com displicência, deixavam a coisa rolar, inflando bolhas, perdendo espaço na economia industrial, a China prosseguia no projeto de ampliar a produção industrial e avançar na exportação e no desenvolvimento tecnológico.

Em 2015, o Brasil gastou mais de 500 bilhões de reais em juros para manter o dólar contido, mas o dinheiro saía dos impostos que saía do bolso da população. Sem o subsídio dos juros, o dólar encarece os custos de tudo que é importado e, por tabela, o mesmo acontece com o feijão e os alimentos em geral, que estão se tornando escassos pelo mundo.

Em recente pronunciamento, o presidente Xi Jinping disse: “Não é realista esperar uma vida pacífica sem luta. Devemos defender a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China com uma determinação sem precedentes.” Como se pode observar, a China não quer incorrer nos mesmos descuidos cometidos pelo ocidente no que diz respeito ao fortalecimento da família e das novas gerações, integrando todos os chineses no projeto da China forte, com mínima dependência externa.

Os governantes dos países ocidentais devem atentar para essa fala, assimilar e pôr em prática em seu próprio país, com liberdade individual, responsabilidade e equilíbrio nas contas internas e externas, para alcançar equilíbrio e convivência pacífica, pois as desigualdades oriundas da exploração teriam de cair por terra.

O Brasil se acha diante de graves conflitos e lutas políticas pelo poder. É preciso buscar a origem das desavenças deste país maravilhoso, mas que vem sendo malgovernado de longa data. De passado colonialista, com renda baixa, sem mercado interno, sem produção, foi mal gerido nas finanças e nas realizações. Desde a eliminação do regime escravocrata de trabalho pouco se fez pela educação e bom preparo da população; permaneceram os interesses de produção agrícola para exportação. O agronegócio atual é de outra natureza e bem posicionado. A ensaiada industrialização caiu no vazio com o descontrole financeiro que levou à superinflação. A política cambial fez o resto, veio a pandemia e o conflito provocado por aqueles que perderam o poder, mas o momento exige união pelo bem da Pátria.


Nota do Editor: Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br. E-mail: bicdutra@library.com.br

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