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Reações alérgicas ao frio incluem coceira e até manchas brancas. Segundo a dermatologista Ana Lúcia Recio, assim como no verão, a melhor forma de evitá-las é manter a pele hidratada. Basta a temperatura baixar para você sentir a pele áspera e perceber pequenas irritações. Pouca gente sabe, mas o frio pode provocar alergias, que vão de coceira até manchas brancas na pele. Segundo a dermatologista Ana Lúcia Recio, o problema é comum nessa época do ano. "É a chamada pitiríase Alba, que surge especialmente nos braços, pernas e face", explica a especialista. "Esse tipo também acomete com freqüência as pessoas alérgicas, que já têm a pele normalmente mais seca do que o restante da população", completa. A fórmula para evitar a alergia de inverno é a mesma que todas as pessoas já conhecem na hora de manter a pele em ordem no verão: hidratar ao máximo. Usar pouco sabonete nos locais atingidos é outra dica. No outono/inverno, quando a umidade do ar é menor, as pessoas com predisposição genética chamada Atopia, que causa o desenvolvimento de alergias respiratórias e/ou cutâneas a partir dos três meses de idade, também podem sentir o efeito do ar nessa época. No aspecto respiratório pode haver asma, bronquite, alergia de lã, pó, mofo etc. No aspecto cutâneo, alergia a picada de inseto, e tendência a eczema. "A pele fica inflamada, vermelha, coça, forma-se o típico eczema alérgico", explica Ana Lúcia. "Em crianças, é bem comum nessa época, e pode acometer bochechas, dobras cutâneas dos braços e das pernas", diz. "O melhor é manter a pele muito hidratada, usar pouco sabonete e, se necessário, procurar um dermatologista, pois às vezes a coceira é tão intensa que necessita medicação via oral ou corticóide", afirma a dermatologista. Atualmente, uma substância, o pimecrolimus, pode ser usada no lugar de corticóides para diminuir a resposta alérgica nos casos de eczemas. O medicamento ainda é mais usado em crianças, mas adultos também podem se beneficiar da nova substância. "A longo prazo, o corticóide pode causar alterações na pele. Ainda é uma boa opção, mas deve ser estudada caso a caso", diz Ana Lúcia.
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