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Medicina e Saúde
08/03/2004 - 15h18
Cirurgias de córnea
 
 
Nem todas as pessoas que sofrem de miopia podem fazer a cirurgia. Técnica revolucionária evita que pacientes se submetam à operação desnecessariamente.

Mais de 200 mil brasileiros por ano fazem a cirurgia para corrigir a miopia e a grande maioria abandona definitivamente óculos e lentes. Mas nem todos têm o resultado esperado. Muitos pacientes não são aptos para se submeter à operação e só descobrem isso tarde demais. Esse problema pode ser evitado com uma técnica desenvolvida em Brasília pelo médico Canrobert Oliveira diretor do Hospital Oftalmológico de Brasília e representante, no Brasil, do Conselho Internacional da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa.

Com a teoria da Bioelasticidade, desenvolvida por Canrobert, já é possível determinar se uma cirurgia oftalmológica terá resultado satisfatório ou não. Segundo o médico, a recuperação do pós-operatório depende do tipo de composição da córnea. Algumas podem não agüentar a pressão vítrio e gera uma "barriga" - uma espécie de inchaço - que distorce a visão. "Isso explica o porquê que alguns pacientes recém operados com a mesma técnica apresentam resultados diferentes. A córnea é como as pessoas, tem características próprias, algumas são mais resistentes e outras não", afirma o oftalmologista, que foi convidado a apresentar sua nova teoria no XIII Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a ser realizado em junho deste ano, no Rio de Janeiro.

A técnica vai evitar que o paciente se decepcione com o resultado da cirurgia, que a cada ano se torna mais popular. Nos Estados Unidos, são 800 mil pacientes por ano. A cirurgia é indicada para pessoas com idade mínima de 21 anos, que estão com o grau estável há um ano, e dura, em média, apenas cinco minutos. Em geral, é realizada em pacientes que possuem de um a nove graus.

O médico Canrobert Oliveira ficou conhecido internacionalmente pelo método C-Proceduce, uma técnica cirúrgica desenvolvida para o tratamento de astigmatismo altos e irregulares. O médico desenvolveu um marcador cirúrgico que localiza o ponto certo das incisões de acordo com cada grau. O procedimento tem sido utilizado por oftalmologistas do mundo inteiro e é considerado a melhor solução para astigmatismos mais elevados porque pode, inclusive, ser utilizada em conjunto com outras intervenções cirúrgicas.

O médico Canrobert Oliveira é graduado pela Escola de Medicina do Triângulo Mineiro, fez residência Médica no Hospital Oftalmológico da Escola de Medicina do Triângulo Mineiro e já realizou mais de 30 mil cirurgias refrativas. É Presidente da Fundação Regional de Assistência Oftalmológica, em Brasília-DF, desde 1986. Foi instrutor no Incisional Refractive Surgery Course da International Society of Refractive Surgery (ISRS), EUA, e instrutor no Surgical Correction of Astigmatism Session da AAO (American Academy of Ophthalmology), EUA.

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