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Medicina e Saúde
23/06/2004 - 18h03
Pálpebras cansadas nunca mais!
Audrey Worthington
 

Cuidado! Pele em excesso e bolsas ao redor dos olhos são sinais de envelhecimento da pele facial. Além do incômodo estético, seu surgimento pode atrapalhar a visão. Felizmente, já existe solução para acabar com o aspecto de pálpebras cansadas.

Deformidades nas pálpebras, causadas geralmente pelo envelhecimento facial, são facilmente corrigidas com intervenção cirúrgica. A técnica é conhecida como Blefaroplastia, um procedimento de cirurgia plástica criado para corrigir problemas, estéticos e funcionais na região dos olhos. Outros fatores que causam envelhecimento são a ação da força da gravidade, o fumo, a exposição solar e o estresse.

"O aspecto de pálpebras cansadas pode ter causas diversas como perda da elasticidade da pele e o aparecimento de rugas; queda dos tecidos da pele e músculos com protusão (saliência) das bolsas de gordura; mas também podem ser anomalias do crescimento, deformidades adquiridas por traumatismo ou outras doenças. Até pessoas jovens, se tiverem tendência genética, podem apresentar este incômodo", informa a cirurgiã plástica Audrey Worthington.

A médica adverte que o problema nas pálpebras também pode ocorrer devido a fatores clínicos como distúrbios renais, que incham a região dos olhos, e fatores emocionais, que podem acentuar as olheiras. "Nesses casos a Blefaroplastia não é indicada, pois esta cirurgia não remove ’pés de galinha’, nem elimina olheiras. Também não eleva as sobrancelhas", revela. "No entanto, a técnica pode ser associada a outros procedimentos faciais como o Lifting ou outros tratamentos de Medicina Estética como preenchimentos e aplicação da toxina botulínica (Botox(r))", ensina a coordenadora do curso de pós-graduação em Medicina Estética da FAPES.

"A cirurgia plástica das pálpebras é indicada para corrigir a flacidez muscular e os excessos de pele e gordura ao redor dos olhos", diz Audrey. Segundo ela, o procedimento melhora muito o aspecto funcional e estético das pálpebras dando uma aparência mais jovial à pessoa.

Para a correção, a pele, a gordura e o músculo excedentes são retirados por meio de pequenas incisões, feitas por um cirurgião no sulco da pálpebra superior e na linha dos cílios da pálpebra inferior, com pequenas extensões laterais acompanhando rugas naturais já existentes. Depois do tratamento, a pele é suturada para acomodar os tecidos. Como a pele das pálpebras tem a espessura bastante fina, as cicatrizes ficam disfarçadas. "Três meses após a cirurgia, as marcas tornam-se imperceptíveis", assegura a médica.

Não existe idade ideal para se operar as pálpebras. O diagnóstico e a indicação de cirurgia devem ser feitos por um médico. A intervenção, na maioria das vezes, é feita com anestesia local e dura apenas 90 minutos.

No pós-operatório, é comum o paciente ficar com os olhos irritados e arroxeados nos primeiros dias, mas os sintomas tendem a desaparecer em uma semana. "Em geral, o paciente retornar às suas atividades normais após uma semana, mas a cicatrização total varia de pessoa para pessoa", tranqüiliza a cirurgiã.

Dicas da Drª Audrey:

· No pós-operatório não pode ocorrer exposição ao sol, assim o uso de óculos escuros será bastante útil.
· Nas primeiras semanas, pode haver sensibilidade à luz e distúrbios visuais como visão dupla e um leve escurecimento, mas esses sintomas são temporários e desaparecem rapidamente.
· É normal ter a sensação de pálpebra apertada e dolorida depois da cirurgia. O uso de analgésicos, indicados pelo médico, pode aliviar o incômodo.
· A aplicação de compressas úmidas em soro ou chá de camomila gelados ajudam a diminuir a intensidade do inchaço.
· Eventualmente, pode ser indicado o uso de colírios específicos.
· Em caso de secreção, é preciso lavar os olhos com soro fisiológico e comunicar o médico.
· É recomendável manter a cabeça elevada durante alguns dias para diminuir a pressão na área operada.


Nota do Editor: Audrey Katherine Worthington é cirurgiã-plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pós-graduada em Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética. É também membro da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, fellow do Serviço de Cirurgia Plástica da Free University de Amsterdã, na Holanda. Atualmente é diretora da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e coordenadora do curso de pós-graduação em Medicina Estética da FAPES - Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área de Saúde.

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