|
Todas as vezes que nos colocamos à disposição de auxiliar com algo do conhecimento que possuímos, no campo religioso, social, esportivo, de laser ou profissional, deparamos com pessoas difíceis chegando a serem polêmicas, nada somando a nossas idéias ou propósitos. Salvo raras exceções, algumas possuem gabarito e conhecimentos para tal evento. Mas na maioria das vezes são guiadas tão somente pelos seus radicalismos, pela maneira de encarar os fatos, de querer que suas idéias prevaleçam obedecendo somente a seus pontos de vista, deixando de lado o conhecimento, o estudo e capacidade, obedecendo somente suas posições pré-estruturadas. Durante suas manifestações invadem os campos sentimentais e culturais dos próximos por todas as vezes que as idéias forem adversas às suas. Esquecem-se e burlam as leis dos direitos humanos, que nos dão a liberdade de ir e vir de crer ou descrer e de ser ou não ser, chegando ao cúmulo de invadir a privacidade e o modo de vida do próximo. Enxergam tão somente pelos seus prismas as efemérides e as verdades, juntando somente os fatos degradantes ou agravantes segundo seus critérios. Não perceberam ainda que suas visões estão um pouco estreitas em suas focalizações. Não perceberam ainda que, de tudo que o homem criou para o bem ou para o mal, Deus, o Onipotente, tem pleno conhecimento. Nesses conhecimentos estão embutidas as artes, a cultura e a história de um povo o qual é denominado de Folclore. Esquecem-se, ou se fazem de esquecidos que grandes pintores, músicos, cantores, compositores, escritores e historiadores conviveram com essa massa e delas tiraram proveito em suas obras. A Flor de Lótus é linda e somente sobrevive junto ao pântano. Querem impor suas razões somente guiadas pelas suas próprias idéias fixas sem saberem que a razão de uma pessoa termina assim que passa a entrar na razão dos outros. O grande filósofo e pensador Kalil Gilbran Kalil nos deixou o seguinte legado: "Para cada novo São Jorge que Deus criar, um novo Dragão estará sendo criado em alguma parte do Universo". Aprendamos assim a conviver com eles, desde que nos considerem com o devido respeito deixando-nos entregues ao nosso livre arbítrio, sem necessidade de suas maledicências.
Nota do Editor: Victor José N. Salcedo é natural da cidade de São Paulo. Mudou-se para Ubatuba há 15 anos quando se aposentou e começou a escrever com mais constância, com o objetivo de editar um livro.
|