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Você já parou para fazer essa pergunta? Normalmente, temos a certeza de que o nosso lar traz a sensação de segurança e conforto. Será mesmo que é assim? É comum o aumento da procura pelo ambulatório das empresas em função das práticas domésticas de fim-de-semana. A turma que joga futebol com os amigos, as tarefas da faxina ou dos consertos periódicos, as posturas inadequadas em frente à TV. Enfim, uma série de atividades que podem provocar lesões sérias. Chegamos à conclusão de que estamos expostos a muitos riscos dentro de casa. E a ergonomia? O pensamento ergonômico nasce empiricamente com o próprio homem, quando precisou criar as primeiras ferramentas a fim de que se adequassem às suas características fisiológicas. E essa é, fundamentalmente, a base do conceito ergonômico: "integração harmoniosa entre homem (corpo e mente) e meio ambiente". A ergonomia vem sendo mais divulgada nas empresas, escolas, hospitais, pois acreditamos que seus produtos ou serviços sejam feitos com segurança e qualidade. Com a mesma qualidade que se espera encontrar nas instalações, máquinas, dispositivos, equipamentos, mobiliário, disposição de espaço, organização do trabalho, motivação etc. Todo esse trabalho cria consciência e responsabilidade social. Mas perguntamos por quê, apesar de todo o esforço das empresas, ainda ocorrem casos de funcionários desenvolvendo doenças músculo-esqueléticas. O conceito da ergonomia deve alcançar não só o momento que as pessoas estão no emprego, mas a vida cotidiana do trabalhador. Em outras palavras, a ergonomia na empresa não soluciona todos os problemas. Chegamos a uma visão mais avançada do processo ergonômico. Lanço um desafio aos profissionais detentores do conhecimento e aos políticos detentores do poder para que juntos possamos desenvolver um programa educativo e preventivo que chegue ao ser humano de forma mais acessível e globalizada. Nota do Editor: Osmarina Borgmann é fisioterapeuta do trabalho e coordenadora da Ação Ergonômica / Hospital Dona Helena, Joinville (SC).
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