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Especialista alerta sobre os riscos que se escondem em simples atividades de lazer.
Apesar de estarmos no inverno, as férias de julho costumam levar muita gente à praia e às piscinas de clubes e hotéis. Afinal de contas, sempre tem dias de sol. Por isso mesmo não podemos negligenciar a saúde ocular, já que o excesso de cloro, sal, areia e sol pode comprometer a visão. "Piscinas não-tratadas, com excesso de cloro, sujeira, ou mesmo com muita gente, oferecem grande risco de contaminação. Da mesma forma, praias consideradas impróprias para banho não oferecem a mínima segurança à saúde em geral, menos ainda para os olhos", diz Renato Neves, diretor da rede de clínicas de oftalmologia Eye Care. Neves ressalta outros dois perigos: exposição ao sol sem proteção adequada e o risco de contrair conjuntivite. "Negligenciar o uso de óculos de sol só porque estamos no inverno, ou mesmo optar por modelos populares, que não oferecem proteção alguma contras os raios ultravioleta, pode ser altamente comprometedor. Doenças degenerativas da retina, catarata e queimaduras na córnea, por exemplo, podem surgir ou ser aceleradas por esse descuido". Conjuntivite também é um problema que costuma se agravar nesta época, estendendo-se em forma de epidemia. "Além do próprio calor, o uso compartilhado de piscinas, ou mesmo de toalhas e roupas, também pode levar a infecções", diz Neves. Segundo o médico, tanto na conjuntivite viral quanto na bacteriana, o paciente apresenta olho avermelhado, sensação de irritação e excesso de lágrimas. "A conjuntivite causada por bactéria, entretanto, provoca uma secreção amarelada e é comum o paciente acordar com a sensação de que os olhos estão colados. Nesse caso, é necessário o tratamento com um colírio de antibiótico, que dura em média uma semana. Já no caso da conjuntivite viral, os sintomas são tratados com colírios lubrificantes e antiinflamatórios, além de compressas geladas", diz o oftalmologista.
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