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Medicina e Saúde
25/08/2004 - 17h39
Enxaqueca: dor que não passa
 
 

A enxaqueca é uma doença incapacitante. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBCe), estima-se que ela atinja de 12% a 15% da população geral, com uma prevalência de 17% entre as mulheres. Diferente de quando se sente uma simples dor de cabeça - existem mais de 150 tipos já classificados -, a enxaqueca interfere nas atividades cotidianas, causando prejuízos incalculáveis à vida de quem sofre com ela. Afinal, quem é que consegue trabalhar, estudar e se relacionar bem sentindo intensas e latejantes dores na cabeça, náusea, enjôo, tontura?

Muitos enxaquecosos recorrem à automedicação, em busca do alívio para suas dores, chegando a tomar mais de vinte comprimidos de analgésicos por dia. Porém, tratar-se por conta própria, alertam os médicos, é ironicamente a melhor forma de perpetuar a dor. "Além de causar dependência, o abuso de analgésicos pode causar cefaléia crônica diária, pois esse tipo de medicamento, quando tomado em excesso, inibe a produção de endorfina, a substância produzida pelo sistema nervoso central que atua diretamente na dor e funciona como um analgésico natural", declara o Dr Edgard Raffaelli Júnior, presidente de honra da SBCe e considerado um dos mais respeitados neurologistas do país.

A questão é controversa, mas alguns especialistas defendem que, ao contrário do que se costuma pensar, a enxaqueca tem cura. O tratamento mais indicado é o preventivo, ou seja, aquele que ataca as causas do problema, com medicação diária e específica, visando tratar e evitar a dor na cabeça e os sintomas associados, e proporcionando melhor qualidade de vida. "Curar a enxaqueca significa tratar o paciente em todas as suas disfunções, e não apenas tratá-lo para evitar a dor", completa Dr Raffaelli.

De onde ela vem?

Registros históricos relatam a existência da enxaqueca desde a Grécia e o Egito antigos. Também conhecida como migrânea, é uma cefaléia primária, ou seja, uma dor de cabeça que não é um sintoma de nenhuma lesão orgânica ou de outra doença, e pode se manifestar em um dos lados da cabeça ou em ambos. Durante muitos anos, supôs-se que a enxaqueca era causada por problemas de dilatação nas artérias cerebrais, mas hoje sabe-se que ela tem origem genética e que provém de um distúrbio de uma área do cérebro denominada sistema límbico, responsável pela liberação dos neurotransmissores, cujo mau funcionamento causa a dor.

Além das crises de enxaqueca, o paciente pode ter hipersensibilidade à luz (fotofobia), ao barulho e a odores, além de uma série de outros sintomas que muitas vezes ele não relaciona ao quadro da doença, como dores abdominais e nas pernas, distúrbios do sono, pesadelos, tonturas, enjôo, labirintite, fadiga crônica, sensação de medo e outros. Isso para citar somente alguns, já que são aproximadamente sessenta os sintomas associados. A dor, que pode durar horas ou dias, afeta crianças e adultos e manifesta-se de várias maneiras em diferentes pessoas, e até de diferentes formas na mesma pessoa, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico. Algumas vezes, vem precedida da chamada "aura", ou seja, uma espécie de "aviso" caracterizado por alterações na visão, formigamento no corpo e até dificuldade para falar.

A doença pode ser desencadeada por diversos fatores. Alguns alimentos, como queijos amarelos, chocolate, café, embutidos, frituras e bebidas alcoólicas, podem desencadear uma crise. Entretanto, a enxaqueca também está associada ao estresse, a alterações hormonais, a distúrbios do sono, esforço físico, remédios, entre outros. Porém, o conhecimento exato a respeito dos mecanismos que causam a enfermidade ainda é obscuro.

Nos últimos anos, o estudo da cefaléia se desenvolveu muito, permitindo um grande avanço no diagnóstico da doença. Portanto, conformar-se com a dor e não aderir ao tratamento não se justifica. Atualmente, o mercado oferece produtos específicos para tratar a enxaqueca, entre os quais está a sumatriptana, o primeiro medicamento não analgésico indicado especialmente para o alívio das crises. A sumatriptana atua diretamente nos receptores envolvidos na crise da enxaqueca, simulando a ação do neurotransmissor serotonina, responsável pela redução dos sintomas. Por esta razão, na maioria dos pacientes, a resposta é rápida e o medicamento produz menos efeitos colaterais. Porém, é fundamental que se procure um neurologista, de preferência especializado em cefaléia, para que ele indique o tratamento mais adequado para cada caso.

Leia abaixo algumas dicas para a prevenção das crises que constam no folheto de orientação ao paciente com cefaléias, produzido pela equipe médica da Libbs Farmacêutica:

- Observar e evitar alimentos e medicamentos que provocam crises de dor;
- Evitar longos períodos sem comer;
- Dormir regularmente;
- Procurar controlar sentimentos como a raiva e a ansiedade;
- Tomar a medicação contra a crise logo no início da dor ou no aparecimento da aura.

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