|
Parentes das aranhas, carrapatos e escorpiões, os ácaros são responsáveis por 50% dos ataques de asma, já que são o componente mais alergênico encontrado na poeira doméstica - formada, também, por pêlos de animais, partículas de alimentos, fibras de mobílias e fezes de baratas. "Lugares quentes e úmidos são ideais para a proliferação dos ácaros. Por isso, o ambiente doméstico é dominado por esses organismos, que também desencadeiam rinite alérgica e causam conjuntivite, eczemas e dermatites (alergia na pele, que provoca coceira) nas pessoas mais sensíveis", diz a bióloga Sônia Moura, gerente técnica da Praxxis Controle de Pragas. Os ácaros de poeira são encontrados em maior quantidade em travesseiros, colchões, carpetes e estofados (inclusive de automóveis). Alimentam-se, principalmente, da descamação de animais e humanos. "Em um grama de poeira, podem viver cerca de 19 mil ácaros. Como cada ácaro produz cerca de vinte bolotas de fezes ao dia, esse material todo pode ficar suspenso no ar durante muitas horas", diz Sônia. Estudos comprovam que a enzima encontrada nas fezes dos ácaros (Der P1) é que traz o componente alérgico. Uma vez instalada nos bronquíolos pulmonares, a enzima provoca sua contração, dificultando a respiração da pessoa. Além disso, pode desencadear coriza e irritação nos olhos. "Como os ácaros são difíceis de serem removidos, pessoas alérgicas devem evitar dormir em quartos com carpetes, tapetes e cortinas de tecido. O travesseiro não deve ser de pena e tem de ser substituído todo ano. Capas protetoras para colchões e travesseiros, que não permitem a passagem de ácaros, já são vendidas em lojas especializadas. Bichinhos de pelúcia não devem ficar no quarto, onde a pessoa passa um terço do seu dia", diz a especialista. Todo o mobiliário e o ambiente devem ser limpos com regularidade. Fonte: Sônia Moura é bióloga e gerente técnica da Praxxis Controle de Pragas - empresa do grupo Brasanitas Serviços Integrados.
|