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Uma bactéria encontrada na flora vaginal está tirando o sono de muitos ginecologistas. A streptococcus agalactie ou strepto do grupo B está sendo identificada como a responsável por algumas infecções graves em recém-nascidos. Isto porque, em contato com o bebê durante a gestação ou no parto, a bactéria pode levá-lo a desenvolver quadros infecciosos graves com risco até de morte. Por conta da seriedade, alguns obstetras já incluíram o exame na lista dos obrigatórios no pré-natal. Segundo Dr Dalton Matsuo, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Camilo Santana, o exame é feito por meio de investigação da secreção vaginal durante as 34ª e 35ª semanas de gravidez. "Sem a mulher estar grávida a bactéria é considerada inofensiva", diz o Dr Dalton. O que levou os especialistas a incluírem este exame na lista do pré-natal foi a ausência de sintomas na maioria dos casos. "Os sintomas podem passar por simples infecções urinárias", afirma o especialista. A bactéria já foi apontada como responsável por alguns casos de prematuridade em bebês. TRATAMENTO E PREVENÇÃO - A melhor forma de prevenir a contaminação vertical (de mãe para filho) é fazer o exame de secreção vaginal para saber se existe a presença da bactéria no organismo da mulher. De acordo com o Dr Dalton, caso o diagnóstico seja confirmado, o tratamento para combater a bactéria é feito com emprego de antibióticos durante a gravidez e o parto (profilaxia). Este procedimento, segundo relata o médico, tem diminuindo significativamente o risco de o bebê ser contaminado. "Por isso as maternidades dos grandes hospitais já adotaram o procedimento como rotina", afirma o Dr Matsuo.
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