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Medicina e Saúde
08/03/2004 - 15h17
A obesidade, o câncer de mama e a fertilidade
 
 
Obesidade aumenta em 40% risco de câncer de mama e prejudica a fertilidade

O peso em excesso adquirido por mulheres após os 18 anos é um forte sinal de que ela poderá sofrer de câncer de mama. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana do Câncer e apresentada nos últimos dias de fevereiro, nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, o maior já feito relacionando as duas variáveis, peso e câncer, conclui que as mulheres que engordam entre 9 e 13 quilos depois dos 18 sofrem 40% mais riscos de terem a doença em relação àquelas que permaneceram no mesmo nível da balança.

Já se a mulher ganha mais de 30 quilos, o risco dobra. "O câncer de mama está diretamente relacionado ao peso da mulher. Um leve aumento dessa massa pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença, por isso, é preciso estar atenta", afirma Paulo Serafini, ginecologista e diretor do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva.

Além do câncer de mama, os quilos extras podem prejudicar também a fertilidade. A obesidade altera os níveis de insulina liberados pelo pâncreas na mulher, o que desencadeia uma superprodução de hormônios masculinos pelos ovários e, por sua vez, a interrupção da liberação de óvulos.

"Os quilos extras normalmente abalam a saúde cardiovascular, o equilíbrio hormonal e a estrutura anatômica e podem causar também um distúrbio de transmissão de sinais hormonais, afetando seriamente a fertilidade", conclui Serafini. "Há muitas pacientes que enfrentam dificuldade para engravidar por causa de problemas relacionados à obesidade, diabetes e ovários policísticos", disse.
Por isso, exercícios físicos regulares e uma boa alimentação são fontes de uma vida saudável e que deve ser levada a sério.


Problemas que podem ser causados ou agravados pelo excesso de peso:

Depressão e ansiedade: as cobranças de uma sociedade que tem como modelo de beleza corpos sempre magros e definidos geram, nos que não se encaixam no padrão, uma sensação de desconforto;

Apnéia do sono: é uma breve parada respiratória que se repete durante o sono. Como resultado, a pessoa não dorme bem, passa o dia sonolenta, perde qualidade no trabalho, além de aumentarem os riscos de hipertensão e arritmia cardíaca;

Problemas mecânicos: coluna, joelhos e tornozelos sofrem muito com o excesso de peso;

Câncer de cólon (intestino) e de próstata: estatísticas mostram que a alimentação rica em gordura aumenta o risco de câncer nessas regiões;

Câncer de endométrio (útero): a mulher obesa produz mais estrogênio e, quanto mais hormônio, maior o risco de câncer, principalmente em mulheres que estão na menopausa;

Cardiopatias e diabetes: os obesos tendem a ter alta taxa de triglicerídeos, e baixa taxa de HDL (o colesterol bom), além de tendência à hipertensão.

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