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O uso da chupeta é, geralmente, contra-indicado às crianças, podendo alterar os padrões de crescimento facial e favorecer mordidas abertas - onde os dentes se apresentam inclinados para fora e arcados. Mas, há casos onde a chupeta é considerada instrumento de tratamento ortodôntico, desempenhando um importante papel. "Para saber se a chupeta será vilã ou heroína, é necessário que os pais levem a criança ao ortodontista desde bastante cedo, quando da primeira dentição. Isto porque avaliamos suas características faciais", diz Ivan Valle, diretor do Oralface Institute. Valle diz que, via de regra, o ideal é que a chupeta seja retirada da criança por volta dos três anos, quando ainda se pode reverter alterações que porventura ocorreram. "Mas há exemplos de meninos e meninas cujos pais são aconselhados a induzir o uso prolongado da chupeta para que seja estimulado o crescimento vertical da face. É o caso daqueles que herdaram um formato de rosto com pouco queixo e mordida profunda". Segundo o ortodontista, a presença do pai e da mãe da criança na primeira consulta é muito importante. "Nesse momento, podemos avaliar o provável tipo craniano da criança, observando os padrões esqueletais familiares, e criar um quadro de probabilidade de como aquele rostinho irá crescer". Valle ressalta que "a chupeta deve ser encarada pelos pais e médicos pediatras como um aparelho ortodôntico que, quando bem indicado, traz resultados excepcionais para a fonação, deglutição, saúde das articulações têmporo-mandibulares e correto crescimento dos ossos da face".
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