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A cada hora 10 pessoas morrem no Brasil por doenças relacionadas ao cigarro e no mundo, esse número sobe para quatro milhões no decorrer de um ano. A luta contra o fumo não tem se limitado às brigas judiciais com a indústria do tabaco. Isso porque no dia 29 de agosto o Brasil todo comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo, em que várias entidades da área social e de saúde, hospitais, organizações filantrópicas e até mesmo a iniciativa privada e governamental realizam projetos de orientação e várias atividades de lazer. Mesmo com todas campanhas, que incluem a impressão de fotos chocantes de pessoas doentes nas embalagens do cigarro, para melhorar o cenário de saúde pública prejudicada pelo fumo (que inclui vários tipos de fumo) é necessário muito mais que uso de imagens chocantes. Esse problema está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, principalmente dos jovens e mulheres, que antes não fumavam tanto. Aliado a outros hábitos, o cigarro tem favorecido o desenvolvimento de alguns tipos de tumores, ente eles o de pulmão, muito agressivo e com altas taxas de mortalidade. E foi exatamente com o objetivo de promover a conscientização sobre o assunto e diminuir esses riscos, o governo aprovou, em 1986, a Lei Federal nº 7488, que estabeleceu o dia 29 como Dia Nacional de Combate ao Fumo, criando o compromisso de elaborar campanhas de combate ao tabagismo, que agora conta com o apoio de outras entidades, como o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Essa iniciativa também é aplicada em todo mundo no dia 31 de maio, conhecido como Dia Mundial sem o Tabaco, que movimenta todos países em busca de mais saúde para a população. Segundo a médica oncologista da Oncocamp, de Campinas, Drª Edra Domingues P. de Oliveira, o hábito de fumar atinge hoje mais de 70% da população brasileira vem preocupando não só a sociedade médica, mas também entidades governamentais. A cada hora, 10 pessoas morrem no Brasil por doenças relacionadas ao cigarro. No mundo, morrem mais de quatro milhões de pessoas por ano. A Organização Mundial de Saúde, OMS, divulgou a comprovação da relação entre o consumo do cigarro e o desenvolvimento de câncer de pulmão em 90% dos casos. O consumo de cigarros, charutos, cachimbo, fumo de rolo e rapé, leva ao organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina, monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis), alcatrão, agrotóxicos e substâncias radioativas, que propiciam o desenvolvimento de câncer. Além disso, esses componentes causam dependência, o que potencializa ainda mais os efeitos negativos no corpo humano como câncer de pulmão, bexiga, boca, laringe e pâncreas, hipertensão arterial, infarto, derrames cerebrais, bronquite crônica, enfisema e úlcera gástrica, entre vários outros. "Os fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os não fumantes, têm menor resistência física, menos fôlego, pior desempenho nos esportes e na vida sexual, envelhecem mais rapidamente e apresentam um aspecto físico menos atraente, pois ficam com os dentes amarelados, pele enrugada e impregnada pelo odor do fumo", completa a médica. Prevenção é a palavra chave para manter a saúde e possuir hábitos saudáveis é indispensável eliminando vícios como bebidas e fumo.
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