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Medicina e Saúde
02/04/2004 - 05h41
A formação profissional do médico brasileiro
 
 
A Pesquisa sobre Qualificação, Trabalho e Qualidade de Vida do Médico, realizada pelo Conselho Federal de Medicina, CFM, traça um perfil detalhado da formação do médico brasileiro nos dias de hoje.

Em resumo, o estudo aponta que apesar de a Medicina ser uma ciência essencialmente aplicada, resultado da busca pelo aperfeiçoamento, os médicos seguem se qualificando para assegurar maior inserção no mercado de trabalho. E o fazem principalmente em Instituições de Ensino Superior públicas, sobretudo a residência e os cursos de mestrado e doutorado, onde a excelência dos professores e recursos materiais disponíveis seguem atraindo a atenção dos médicos.

As informações sobre a formação do médico brasileiro estão reunidas no livro O Médico e seu Trabalho, lançado na semana passada pelo CFM, no Rio de Janeiro.

Todos os dados da pesquisa foram coletados pela Internet. Durante todo o ano de 2002, o CFM, a Associação Médica Brasileira, AMB, os Conselhos Regionais de Medicina e as Sociedades de Especialidades disponibilizaram o questionário da pesquisa em suas homepages.

Ao todo, 14.405 médicos, de todas as regiões do Brasil, abrangendo todas as especialidades médicas responderam as questões que envolvem características demográficas, formação profissional, participação científica, mercado de trabalho, orientação/participação sociopolítica e atitudes frente à vida e valores humanos.

Veja como é a formação profissional do médico:

A maioria dos médicos que respondeu à pesquisa disse ter se graduado no Brasil (99,1%), principalmente em instituições de ensino superior (IES) de natureza pública (70,6%). Predominantemente estes médicos têm até 15 anos de formados (48,2%) e grande parte realizou algum curso de pós-graduação (78,1%).

Dentre os que realizaram cursos de pós-graduação lato sensu (residência médica e especialização), a maioria obteve o título de especialista (66,5%).

Em termos das universidades que mais formam no Brasil, são listadas as doze primeiras, entre as quais seis são do Sudeste (Universidade Federal de Minas, Universidade de São Paulo - SP, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de Juiz de Fora e Universidade Severino Sombra), cinco do Nordeste (Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal da Paraíba - JP, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Pernambuco e Universidade Federal de Pernambuco) e uma do Sul (Universidade Federal do Paraná). O conjunto destas IES formou aproximadamente um terço dos médicos (31,8%) que participaram do presente estudo.

Concretamente, embora em cerca de 20% dos estados a totalidade dos médicos tenha se formado em IES brasileiras (Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Piauí e Sergipe), em alguns este montante foi algo inferior, a exemplo do Acre (88,1%) e Roraima (93,2%). Portanto, estes estados têm, proporcionalmente, o maior contingente de médicos "estrangeiros" ou que decidiram realizar seus cursos no exterior.

As IES formadoras são de natureza predominantemente pública em alguns estados, como Pernambuco (98,7%), Rio Grande do Norte (98,5%) e Paraíba (98,3%), porém têm sido menos freqüentes no Espírito Santo (52,7%), Bahia (58,6%) e São Paulo (58,7%).

Com relação ao tempo de formado, os médicos com 15 ou mais anos são maioria no Ceará (63%) e Goiás (59,3%), e minoria no Amapá (33,8%), Alagoas (37,4%) e Roraima (37,6%).

Quanto à questão de se realizaram algum curso de pós-graduação, os médicos que disseram sim foram maioria no Rio de Janeiro (87,7%) e Rio Grande do Sul (87,4%), e minoria no Amapá (58,6%) e Rio Grande do Norte (61,1%). Finalmente, as maiores porcentagens de médicos com título de especialista foram observadas em Santa Catarina (78,2%) e Rio Grande do Sul (75,3%), representando aproximadamente o dobro do observado no Amapá (35,7%) e Rio Grande do Norte (41,2%).

Quanto aos tipos de cursos de pós-graduação realizados, observam-se algumas variações em relação à pesquisa anterior (Machado, 1996). A realização de pós-graduação lato sensu (residência médica e especialização) diminuiu um pouco, enquanto que a stricto sensu (mestrado e doutorado) teve evidente aumento. O estágio de pós-doutorado praticamente permaneceu inalterado.

Residência médica

Na pesquisa prévia, 74,1% dos médicos indicou ter feito uma residência médica (Machado, 1996), número superior ao observado na presente pesquisa (61,6%). Entre aqueles que indicaram ter feito residência na pesquisa atual, a maioria o fez em IES públicas (78,2%), no Brasil (98,9%), principalmente na região Sudeste (65,2%). O tempo médio de residência ficou predominantemente no intervalo de 19 a 24 meses (63%), sendo que a maioria dos médicos a fez em Cirurgia Geral (15%), Medicina Interna ou Clínica Médica (13,6%) e Pediatria (11,3%).

A realização deste tipo de pós-graduação foi mais predominante no Rio Grande do Sul (74,6%), Maranhão (70,4%) e Santa Canta Catarina (68,2%), e menos no Amapá (37,5%), Acre (44,2%) e Rio Grande do Norte (44,8%).

É importante considerar que estes números se referem à residência médica principal, isto é, a que o médico indicou primeiramente. No questionário também havia a possibilidade de indicar mais duas residências. Deste modo, a indicação destes dados complementares ajuda a compreender a sua formação e atuação profissional. Especificamente entre os médicos que disseram ter feito residência médica, a maioria fez uma única (64,4%), porém foram muitos os que relataram ter duas (31,3%) e bem menos três (4,3%) residências.

Cursos de especialização

Os cursos de especialização com duração mínima de 360 horas foram considerados na atual pesquisa. Considerando os médicos que disseram tê-los feito, 37,3% informaram que concluíram a especialização - uma porcentagem ligeiramente inferior à observada previamente (40,7%) (Machado, 1996).

Este tipo de curso foi realizado principalmente em IES privadas (50,4%), no Brasil (93,2%) e, majoritariamente, na região Sudeste (71%). O tempo médio para sua conclusão se situou predominantemente na faixa de 7 a 12 meses (40,6%) e as três áreas principais de escolha foram: Medicina do Trabalho (15,9%), Cardiologia (8,7%) e Administração Hospitalar (6%).

Os cursos de especialização foram mais realizados por médicos que exercem sua profissão no Rio de Janeiro (53%) e em Alagoas (46,7%); menos predominantes em Roraima (25%) e Ceará (28,8%).

Mestrado

14% dos médicos dissertam ter feito o curso de mestrado; enquanto na pesquisa anterior, apenas 7,7% (Machado, 1996). Em linhas gerais, a maioria informou ter cursado o mestrado em IES públicas (89,6%), no Brasil (96,6%), especificamente na região Sudeste (71,9%).

O tempo médio para sua conclusão se situou predominantemente na faixa de 19 a 24 meses (38,5%), este último compreendendo o tempo atualmente recomendado pelas instituições de fomento à pesquisa (CNPq) e formação (CAPES) brasileiras.

As áreas em que mais obtiveram este título foram Medicina Interna ou Clínica Médica (8,4%), Pediatria (7,2%) e Cardiologia (7,0%). A realização do mestrado foi mais freqüente entre os médicos do Rio de Janeiro (21,4%) e Rio Grande do Sul (21,2%).

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