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Serviço de nutrição do Hospital Cardiológico Costantini orienta a mudança de hábitos alimentares e ajuda na prevenção de doenças cardíacas.
A alimentação saudável é um dos hábitos que ajudam na prevenção de doenças cardíacas. Isso porque grande parte dos fatores de risco desse tipo de doença está diretamente ligada à alimentação como obesidade, diabetes e colesterol elevado. Para a nutricionista Jeannine Pedroso, coordenadora do serviço de nutrição do Hospital Cardiológico Costantini, a orientação e a opção por uma alimentação saudável são essenciais não só para a vida de pessoas com doenças do coração, mas para todos. No hospital o serviço de nutrição elabora o cardápio dos pacientes, adaptando-o às necessidades exigidas por esse tipo de doença. Toda a orientação dos pacientes para a alimentação pós-internação e reeducação alimentar também é função da nutrição. "Visitamos diariamente os pacientes nos quartos, conhecendo seus antigos hábitos alimentares e orientando para uma alimentação balanceada e que possa evitar a evolução da doença", diz Jeannine. Segundo a nutricionista, uma alimentação saudável para todos está baseada em alimentos ricos em fibras como saladas, principalmente de folhas verdes, pão integral, arroz integral, aveia, granola, frutas, carnes magras, leite desnatado, queijo branco. Ela alerta que frituras são totalmente desaconselháveis, bem como alimentos ricos em gordura animal em excesso, porque geram o colesterol ruim, que por sua vez está entre os fatores de risco para o infarto. Uma dica para controlar a quantidade de carne vermelha, segundo Jeannine, é de alterná-las com peixes e aves. Já as fibras, são essenciais para o bom funcionamento do intestino e ajudam a controlar os níveis de colesterol ruim. O óleo de canola ou de milho também são recomendados. Já para as saladas, o melhor é o azeite de oliva. Quanto aos doces, a nutricionista avisa que os feitos à base de cremes de leite, leite condensado, nata, devem ser controlados. Gelatina e sorvetes de frutas são considerados mais saudáveis. "O problema está sempre no exagero. Sabendo o que faz bem e o que não faz, as pessoas podem balancear a própria alimentação, sentindo-se bem e prevenindo doenças", diz a nutricionista. Segundo ela, muitas pessoas ainda comem de forma errada, principalmente os jovens.
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