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Técnicas avançadas garantem segurança e eficiência no tratamento.
Para quem já está pensando na saia e no biquini de verão, é tempo de tratar vasinhos e varizes nas pernas. O importante é escolher os tratamentos mais modernos e menos invasivos, que livram as pernas do problema sem causar dor ou riscos desnecessários. Segundo o cirurgião vascular Kasuo Miyake, diretor da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, a melhor forma para tratar vasos de pequeno e médio calibre (grossura) é aliando injeções de glicose a aplicações de laser. As injeções são feitas com glicose, único líquido esclerosante que é natural. "Outros medicamentos, por não serem naturais, podem causar úlceras na pele ou, pior, reações alérgicas e choque anafilático", alerta Miyake. O laser de última geração, que desponta como o tratamento mais moderno, não é invasivo e não fere a pele. As técnicas podem ser combinadas para obter melhor resultado e não requerem repouso ou distância do sol. Uma das maiores reclamações dos pacientes durante as aplicações de laser ou injeções, a sensação de dor também já tem solução. É possível resfriar a pele dos pacientes com jatos de ar congelado (a menos 25º), que anestesiam o local e permitem que o tratamento seja feito com mais potência. Os aparelhos de laser desenvolvidos a partir de 1998 (como Vasculight, Quantum DL, Varia, Harmony, Lyra, Deka, entre outros) têm tecnologia semelhante e evitam queimaduras, já que seus raios são absorvidos 30 vezes mais no sangue do que na pele. Isso garante que as varizes sejam tratadas sem que a pele sofra dano. "São aparelhos de pulso longo, ou seja, o disparo tem maior duração e assim distribui melhor a energia aplicada", diz Miyake. Antes de iniciar tratamento em uma clínica, é bom se certificar da capacitação do profissional, lembra Miyake: "Esteticistas não estão habilitados a manusear laser. É preciso que seja um cirurgião vascular, com conhecimento profundo da doença venosa, de preferência um sócio-titular da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia. O título significa que ele já desenvolveu estudo aprovado e publicado pela Sociedade."
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