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Opinião
17/09/2004 - 09h21
Era da verdadeira reimaginação
Tom Peters
 

Em 11 de setembro de 2001, fundamentalistas com know-how de Internet humilharam a única superpotência do mundo. FBI, CIA, tanques, porta-aviões e submarinos nucleares não superaram o foco apaixonado, a comunicação coordenada e algumas navalhas de cortar caixas, vendidas por pouco mais de três dólares.

Os terroristas conceberam a última palavra em "organização virtual" - rápida, ardilosa, flexível, determinada. E em seguida driblaram os mamutes da burocracia. Como divulgado na imprensa, os Estados Unidos enfrentaram terroristas, que usam celulares e e-mail criptografado, armados de lápis, formulários e arcaicos sistemas computadorizados que não se comunicam entre si.

O mesmo fracasso ocorre com as organizações inventadas para uma outra era. Os militares americanos têm a estrutura perfeita para lidar com a ex-União Soviética, não com a Al Qaeda. Assim como os militares, os empreendimentos estão aptos a enfrentar o último adversário.

Nesta nova era a Microsoft confunde a IBM e a Wal-Mart desconcerta a Sears. Empresas que, apesar de não terem ficado paradas, lutam como se estivessem na última guerra. Foram imobilizadas por companhias que tinham acabado de nascer, só que usando Novas Ferramentas, Novas Tecnologias e Novas Idéias, melhores, mais rápidas e mais eficientes.

Qual a chave para lidar com a situação? Bem-vindo a um mundo no qual o valor - todos os valores - se baseia em intangíveis, não em objetos pesados, mas em fantasias, sem peso nenhum, da Imaginação Econômica. Richard Teerlink, ex-CEO da Harley-Davidson passou anos em discussões verbais com os magos de Wall Street sobre a definição da empresa. Teerlink defendia que a Harley era uma empresa de estilo de vida, e não um fabricante de veículos. Venceu e a avaliação de mercado da Harley subiu trilhões de dólares em função da mudança de definição da companhia.

Quanto aos que arregaçam as mangas, que tentam tornar seus produtos ou serviços um pouquinho melhores do que eram ontem, creio que estejam condenados. As coisas estão acontecendo rápido demais para um remendão ter sucesso. Somente os que tentam qualquer coisa que lhes venha à mente, contanto que seja louca o bastante para poder mudar o mundo, terão chance de sobreviver. Muitos, a maioria, desses que se arriscam serão de fato, consumidos pelas chamas. Por outro lado os poucos que tiverem perseverança serão os que conduzirão a uma Era da Verdadeira Reimaginação.

Peter Drucker, que tem o péssimo hábito de acertar em cheio e uns 20 anos antes de todos nós, declarou: "A corporação como nós a conhecemos, que tem agora 120 anos de idade, provavelmente não sobreviverá os próximos 25 anos. Legal e financeiramente sim, mas não estrutural e economicamente". Eu acredito que ele novamente esteja certo.

Mozart criou a música maravilhosa. Morreu com apenas 35 anos. Considere esse hipotético epitáfio: Mozart mudou o mundo. Ele enriqueceu a humanidade. Ele esteve aqui apenas por 35 anos. Pense nisso.


Nota do Editor: Tom Peters, apontado pelo Los Angeles Times como o pai da empresa pós-moderna, é um dos mais solicitados palestrantes da atualidade. Reconhecido por suas idéias revolucionárias, seu trabalho brilhante e por sua experiência, é inegavelmente um dos maiores especialistas em Management do mundo. Participará da 4ª edição da Expo Management World, em novembro em São Paulo. Outras informações pelo telefone (0**11) 4689-6666 ou no site: www.hsm.com.br.

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