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Medicina e Saúde
20/09/2004 - 13h19
Hidratação melhora atuação de jogadores de futebol
Agência USP de Notícias
 
Ingestão de bebidas com carboidrato durante os jogos minimiza queda de desempenho dos atletas, mas quantidade de líquido oferecida deve ser aumentada para evitar desidratação causada por altas temperaturas.

A hidratação constante com água e bebidas isotônicas durante os jogos de futebol diminui os efeitos da desidratação e pode melhorar o desempenho dos atletas, aponta estudo da nutricionista Isabela Guerra. Mas para obter resultados, ela ressalta que não basta oferecer líquidos nas partidas. "Os atletas devem ser acostumados à ingestão desde os treinos, num trabalho que deve começar nas categorias de base", afirma.

Isabela analisou 20 jogadores de equipes do Exército no Rio de Janeiro, durante três partidas. Os atletas, com idade em torno dos 25 anos, foram divididos em três grupos. "O primeiro recebia 150 mililitros de bebida com carboidrato a cada 15 minutos e o segundo um placebo, ou seja, um líquido sem carboidrato mas com sabor e cor semelhantes", relata. "Para controle, um terceiro grupo não era hidratado durante o jogo, mas todos os atletas ingeriam 500 mililitros de água antes dos jogos e 300 durante o intervalo". As conclusões da pesquisa estão em tese de doutorado apresentada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

Segundo a nutricionista, os jogadores que ingeriram a bebida com carboidratos tiveram menor queda de desempenho do primeiro para o segundo tempo dos jogos, mas em nenhum dos grupos a ingestão de líquido foi suficiente para evitar a desidratação. "Os efeitos foram apenas minimizados, em jogos com temperatura média de 30 graus", observa. "Os jogadores que tomaram líquidos regularmente foram menos afetados, mas a perda de líquido chegou a 2% do peso corporal, o que caracteriza uma desidratação moderada".

Desempenho

Para estudar os efeitos da desidratação, a nutricionista avaliou variáveis como a densidade da urina e a perda de peso corporal dos atletas, entre outras."Em todos os jogadores analisados, a densidade de urina média foi de 1,021 o que aponta um grau moderado de desidratação", diz. "A perda de peso também foi considerável, mas não houve alterações na freqüência cardíaca nem nas concentrações de hematócitos no sangue".

Segundo Isabela Guerra, o ideal seria a ingestão de até 300 mililitros de líquidos durante as partidas, em intervalos regulares. "Outros estudos com atletas que ingeriram este volume de líquido mostram que a aceitabilidade foi baixa, porque eles não estavam acostumados com a ingestão no período das partidas", aponta. "O hábito deve ser introduzido desde os treinamentos".

A nutricionista ressalta que a hidratação é necessária pelo fato de a água ser um nutriente indispensável ao corpo humano. "Sem carboidrato, o atleta pode ter, no máximo, uma queda de desempenho, mas a falta de água pode colocar sua vida em risco", explica. "Treinadores e preparadores físicos podem posicionar garrafas de líquido em pontos estratégicos na beira do gramado, para consumo durante as interrupções do jogo, além de conscientizarem os jogadores sobre a importância da hidratação".

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