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Opinião
20/09/2004 - 15h09
Mais relações sexuais ou abstinência?
Márcio Dantas de Menezes
 

Pesquisa recém-concluída pelo Projeto Sexualidade, ligado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, com cidadãos de 18 a 50 anos, mostra que os homens brasileiros não estão satisfeitos sexualmente.

A pesquisa teve como objetivo calcular o número de relações sexuais semanais e a quantidade dos que têm disfunção erétil. O ponto em comum de todos os entrevistados é o desejo de dobrar o número de relações.

Segundo a pesquisa, há três tipos de disfunção. A maioria dos pesquisados tem a do tipo leve, que é aquela que não impede a penetração, mas atrapalha a intensidade da ereção. Em seguida vem a moderada, que ainda não impede a penetração mas aparece com mais regularidade. E por último surge a total incapacidade de ter ereção.

Para Carmita Abdo, coordenadora do estudo, "a ereção completa é muito mais importante para o próprio homem do que para a parceira, já que, para a maioria das mulheres, as famosas preliminares têm a mesma prioridade que a rigidez de um pênis".

Outra constatação da pesquisa é sobre o número de relações por encontro, sendo que a maior parte (63,3%) tem um único ato sexual em 24 horas. Do restante (36,7%), a maioria tem a segunda relação sexual em até uma hora depois da primeira.

Enquanto quase todos os entrevistados querem aumentar o número de relações sexuais, o governo Bush, de acordo com Marcela Howell, da ONG Advocates for Youth, está investindo 1 bilhão de dólares na campanha de defesa da abstinência sexual como forma de prevenção à aids. "Menina é estimulada a ficar virgem. E mulher separada, a viver uma segunda virgindade. Dá para crer?", comenta Howell.

Segundo Steven W. Sinding, ex-professor de Saúde Pública da Columbia University e presidente da International Planned Parenthood Federation, a instituição vem se opondo a Bush e já teve um corte de 40% no seu orçamento anual - ou seja, menos US$ 8 milhões provenientes do governo americano. Em vez de divulgar o uso da camisinha, o governo Bush tenta impor o ridículo e trágico estímulo à abstinência sexual, deixando de levar em conta que a cada dia 6 mil jovens no mundo se contaminam com o vírus da aids.

Bem fazem os milhões de brasileiros que querem aumentar o número de suas relações sexuais. Com a proteção da camisinha, por que não? Afinal, sexo é vida.


Nota do Editor: Márcio Dantas de Menezes é cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual.

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