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A data será lembrada em vários países.
Amanhã, dia 21 de setembro, pelo nono ano consecutivo, acontece em todo o mundo o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Instituído pela OMS - Organização Mundial da Saúde e pela ADI - Associação Internacional de Alzheimer, que completa vinte anos de trabalho na difusão de informações sobre a doença e na conscientização da sociedade e das famílias sobre esta enfermidade, nos 66 países onde ela é representada. Para reforçar esse trabalho de apoio e esclarecimento desenvolvido pela ABRAz -Associação Brasileira de Alzheimer em todo o País, pelas suas regionais estará organizando, durante o mês de setembro, caminhadas, concurso de arte, ciclo de palestras, peças teatrais e distribuição de material de divulgação. O slogan da campanha será (21 de setembro - Dia Mundial da Doença de Alzheimer: Não há tempo a perder). O objetivo é informar as pessoas sobre a importância de se detectar, o quanto antes, os principais sintomas que podem afetar os idosos, estimulando a busca de diagnóstico médico e tratamento. Cenário atual do idoso portador de Alzheimer Dois anos e cinco meses após a assinatura da Portaria Nº 703 do Ministério da Saúde, que assegurou à população de 1,2 milhão de portadores da doença de Alzheimer e problemas cognitivos o direito a tratamento e medicação gratuitos, o cenário é lamentável em todo o País. Segundo a ABRAz - Associação Brasileira de Alzheimer, nem 2% desse universo de pacientes são atendidos pelo SUS - Sistema Único de Saúde. A necessidade urgente de capacitar o sistema público para atender essa população foi um dos principais tópicos discutidos durante o II Fórum Brasileiro dos Centros de Referência em Atenção à Saúde do Idoso, que aconteceu em Florianópolis. No evento, que reuniu representantes de todo o País, foi elaborada uma carta e encaminhada ao Ministério da Saúde solicitando providências imediatas na organização das ações que envolvem a saúde do idoso e propostas para se utilizar racionalmente a rede de serviços existentes. Segundo dados da ABRAz há hoje cerca de 3 milhões e 300 mil idosos no Estado de São Paulo. Desse total, aproximadamente 236 mil são portadores da doença de Alzheimer, sendo que a grande maioria concentra-se na capital, onde há apenas três hospitais credenciados pelo SUS. A estimativa é de que nos próximos quatro anos o número de portadores aumente em aproximadamente 25%. A Doença Atualmente, cerca de 18 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de demência e estima-se que daqui a 20 anos este número aumente para 34 milhões, sendo que grande parte deste número estará concentrada em países em desenvolvimento, como o Brasil. Alzheimer é uma doença degenerativa que afeta o cérebro, causando comprometimento da memória, do pensamento e do comportamento. Afeta preferencialmente pessoas acima de 60 anos e vai dobrando a cada cinco anos, até atingir 30 a 40% aos 85 anos de idade. No Brasil, a enfermidade, atinge cerca de um milhão de pessoas e se caracteriza pela morte progressiva das células nervosas do cérebro, os neurônios. Estima-se que 5% das pessoas acima de 60 anos venham a desenvolver a doença, sendo que essa porcentagem vai aumentando progressivamente a partir dos 70 anos. Segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população brasileira nesta faixa etária soma mais de 14 milhões e 500 mil pessoas. Tratamento no SUS Desde abril de 2002, os portadores da Doença de Alzheimer contam com tratamento e medicamento gratuito no Sistema de Saúde Pública. A Portaria de Nº 703 regulamentou o atendimento da enfermidade no SUS - Sistema Único de Saúde e criou o Programa de Assistência aos Portadores da Doença. Estes pacientes têm agora direito a acompanhamento médico especializado, atendimento hospitalar, orientação e acompanhamento de equipe multidisciplinar e medicamento gratuito. O atendimento é feito nos centros de referência, que são os hospitais aparelhados com condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e pessoal especializado para dar atendimento integral ao idoso e portador da doença.
O Ministério da Saúde determinou a instalação de 74 centros em todo o País. Deste total, 26 já estão cadastrados. Este programa está sendo desenvolvido em parceria pelo Ministério e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. De acordo com a portaria, os portadores da doença, depois de diagnosticados pelos médicos credenciados pelo SUS, devem receber na rede pública os medicamentos aprovados para o tratamento. Estudos clínicos demonstram que as drogas alteram a evolução da enfermidade, retardando a sua progressão. Embora não sejam curativos, os medicamentos disponíveis trazem uma sensível melhora às condições de vida do portador de Alzheimer e, em conseqüência, também dos responsáveis pelos cuidados ao paciente.
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