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Medicina e Saúde
10/03/2004 - 06h13
Pesquisa sobre violência doméstica e sexual
Paula Menna Barreto - ABr
 
Pesquisa revela que violência doméstica e sexual são um grave problema de saúde pública

Ainda que as mulheres sejam a maioria da população brasileira, 50,77%, e que sejam as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), a violência doméstica e sexual são um dos principais indicadores da discriminação de gênero contra a mulher, segundo dados de uma pesquisa coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2002. O estudo, que no Brasil foi realizado em São Paulo e na Zona da Mata de Pernambuco, confirma que a violência sexual e/ou doméstica é um grave problema de saúde pública, mesmo com apenas 16% das mulheres em São Paulo terem buscado hospitais ou centros de saúde após sofrerem alguma violência.

De acordo com a pesquisa, tanto em São Paulo quanto na Zona da Mata em Pernambuco, as mulheres que sofreram com algum tipo de violência mostram de duas a três vezes mais intenção de cometer suicídio do que aquelas que não sofreram nenhum abuso. Das que tiveram lesões como cortes, fraturas, contusões, entre outros, 36% delas ficaram tão machucadas que precisaram de auxílio médico.

Os dados serviram também para que o governo sancionasse, ontem (08/03), uma lei obrigando hospitais e postos de saúde a notificar autoridades quando for verificada violência contra a mulher. "Com esse mecanismo, vamos poder visibilizar a violência contra a mulher", disse a coordenadora da área técnica da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, Maria José Araújo. O Ministério vai incluir ainda os serviços de aborto legal no Sistema Único de Saúde (SUS), que são quando ocorre risco de vida para a gestante ou quando a gravidez é decorrente de estupro.

Nos próximos três anos o Ministério da Saúde pretende expandir em 30% os serviços de saúde em casos de violência contra a mulher e criar uma rede integrada para atender mulheres em situação de violência doméstica e sexual. Para isso, profissionais da área de saúde vão ser capacitados e o Ministério vai propor trabalho conjunto com outros ministérios.

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