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"O infarto aparece como causa de morte em cerca de 50% dos casos de pessoas diabéticas..."
A afirmação é do Presidente da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista e Chefe do Serviço de Cardiologia Intervencionista do Hospital da Puc e do Centro de Terapia Endovascular do Hospital Mãe de Deus, Paulo Caramori. Segundo ele, este número caracteriza a diabetes como um dos mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares. O controle é muito importante, pois as pessoas diabéticas apresentam maior probabilidade de infarto ou derrame cerebral e, além disso, o controle adequado do diabetes pode reduzir estes riscos. As pessoas diabéticas têm elevado risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como angina, infarto, insuficiência cardíaca e morte súbita. A principal causa pela qual os diabéticos apresentam mais doenças cardiovasculares é a obstrução das artérias do corpo por placas de gordura, processo conhecido como aterosclerose. Além disso, como têm menor sensibilidade à dor devido à doença, as pessoas diabéticas sentem menos a angina de peito (dor no tórax), desta forma, têm menos sintomas que possam despertar suspeitas de problemas cardíacos. Assim, a obstrução das artérias pode progredir silenciosamente, tornado-as pessoas altamente suscetíveis a problemas graves como o infarto. "É altamente recomendável a realização freqüente de avaliações cardiológicas por parte dos diabéticos, para que possíveis problemas cardiológicos sejam detectados há tempo", diz o médico. Segundo Paulo Caramori ao contrário do que acontecia até bem pouco tempo, hoje se sabe que a desobstrução das artérias de pacientes diabéticos com catéteres e stents (molas que realizam a desobstrução) é altamente efetiva, devido aos avanços tecnológicos do procedimento. Durante o processo desobstrução ocorre liberação, pelo próprio aparelho, de medicamentos que facilitam o procedimento e são capazes de inibir o retorno das placas de gordura.
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