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Questão 1 : Posso votar em branco?
Sim. Se não houver nenhum candidato em condições de merecer o seu voto (principalmente por questões relacionadas à honestidade), o voto em branco é a opção legítima. É melhor votar em branco do que ser co-participante da eleição de mais um desonesto. Questão 2 : Posso votar em um candidato reconhecidamente desonesto, mas que fará muitas coisas pela minha cidade? Não. A honestidade e a moralidade acima de qualquer suspeita devem ser as principais características de um bom político que terá a função de dirigir o lugar onde moramos. Chega de gente que se aproveita do cargo para benefícios pessoais em detrimento da população. Chega de casuísmos e abusos de poder. Enquanto tolerarmos isso, o país nunca irá para frente! Recuse votar em candidato que aparece do nada, de repente, querendo ser o "representante do povo". O bom candidato deve ter história de vida ligada às causas sociais e populares. Cuidado com os vereadores que estão buscando quatro anos de emprego e salário fixo... Mas, você poderia dizer: "Então não sobrará ninguém!". Não concordo. Há pessoas honestas na política. E, se na sua cidade não houver nenhum, vote em branco. Questão 3 : Devo votar no candidato da minha igreja? Muito cuidado para NÃO misturar religião com política. Igreja cristã é lugar de proclamação do evangelho, não lugar de comício nem de discurso político. Púlpito é lugar de pregação da Palavra de Deus e não lugar de politicagem. Na história, toda vez que a religião se misturou com a política houve grande confusão e muitos problemas. Não aceite que a sua igreja determine o seu voto nem que fique dando espaço para a politicagem. Da porta para fora, os membros das igrejas podem (e até devem!) se candidatar a cargos públicos e receber votos, mas não usando o nome do Evangelho de Cristo... Precisamos de cristãos sérios na política. Pessoas com vida sem mácula e com reais preocupações pelo direito dos menos favorecidos. O que não precisamos é de oportunistas que se aproveitam da ingenuidade (ou esperteza) de certos líderes religiosos... para manipular os fiéis. Igrejas devem estar isentas de apoiar candidatos. O que as igrejas devem fazer é ensinar aos seus membros os corretos valores do Cristianismo, para que eles possam então identificar e separar os "lobos" das ovelhas. Igrejas se desenvolvem através da graça e do cuidado de Deus e não através de conchavos e acordos políticos. Nenhuma igreja precisa de apoio deste ou daquele político... As igrejas devem depender de Deus e não de homens... Cada membro de igreja deve escolher individualmente o seu candidato... sem cabresto nem manipulação. Nota do Editor: Luís Eduardo Machado é Administrador de Empresas e Mestre em Administração. Pós-graduado em Bíblia. Atua como professor em cursos de pós-graduação na área de Negócios. É gestor da empresa Aprimoramento Soluções Acadêmicas e Empresariais Ltda. Também ministra palestras e cursos em empresas e eventos. É cristão. Tem escrito artigos para diversas mídias no Brasil.
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