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não importa na cabeça de quem eu tenha que pisar!
A disputa eleitoral em cidades pequenas como Ubatuba sempre foi acirrada, com estratégias muitas vezes questionáveis. Mas uma coisa não podemos esquecer: passada às eleições, todos retornam a convivência diária, ao relacionamento social típico das cidades em que todo mundo conhece todo mundo. Desafetos acabam sendo esquecidos, provocações são relevadas e a paz volta a reinar. Mas o que me decepciona são certas "estratégias", aliadas a soberba de jovens profissionais impulsivos que provocam o maior fuzuê, e depois somem, deixando para trás um rastro de desentendimento entre a sociedade, e até entre correligionários das campanhas que comandaram. Isso sem falar nos "conselhos" internos, formados por pessoas boas e bem intencionadas, conselhos esses criados como dispositivos para controle e cobranças futuras, que ficam sem saber o que fazer diante da infalível "estratégia" de campanha. O que é ético em uma disputa eleitoral? O que não é? Quem atacar? Quem pressionar? Quem calar? Quais cabeças pisar? Lutar por qual ideal? Pela vitória, transparência, participação, por uma cidade melhor, e muitos outros argumentos são as respostas. Mas será que vale a pena aplicar tal "estratégia"? O Litoral Virtual sofreu pressões e se manteve firme em seus ideais. Imparcialidade a toda prova. Tanto que foi um dos primeiros a publicar as pesquisas via Internet. Todas as pesquisas registradas e autorizadas pelo Cartório Eleitoral de Ubatuba foram disponibilizadas no site, assim como espaço para propaganda, informes publicitários e opiniões dos leitores. Tivemos que coibir os excessos, mas a imparcialidade prevaleceu. Agora, atacar a publicação de publicidade de concorrentes chega a ser hilário. O espaço comercial está e sempre esteve aberto à todos. E não custa caro. Se o problema for falta de verba, poderíamos colaborar, facilitando o pagamento, ou até cedendo o espaço como doação de campanha. Ficou feio esse pedido de liminar... Pegou mal... Que vergonha, café... pequeno. Penso com meus botões: se um candidato ao poder, enquanto disputa esse poder, concorda com tal "estratégia" contra uma imprensa que é referência em termos de imparcialidade, imagine o que vai fazer com o município quando obtiver definitivamente o poder? Questiono se vale a pena pisar em tantas cabeças para conseguir o poder. Acredito que mesmo numa batalha, a ética, a moral e o bom senso devem prevalecer sempre. As eleições passam e os relacionamentos voltam ao normal. Só tem um detalhe: quem bate, esquece; mas quem apanha, não. Isso me faz lembrar um ditado popular bem pertinente à ocasião: "Cuidado com os calos que você pisa hoje, pois eles podem estar diretamente ligados aos sacos que você terá que puxar amanhã".
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