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O ser humano desenvolve apenas duas dentições durante a vida: A primeira é temporária, e surge a partir dos 6 meses de idade, conhecida como "dentição de leite". Por volta dos 5 ou 6 anos, ela é substituída por 32 dentes permanentes. Pelo nome, sabe-se que nasceram para durar por toda a vida. No entanto, fatores como falta de higienização, cáries e doenças periodontais podem favorecer a perda dos dentes, causando sérias alterações não só no processo de digestão como também na fonação e estética. De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, só no Brasil, 26 milhões de pessoas não possuem dentes. Embora a dentadura seja um recurso eficaz na mastigação e na estética, nem todas pessoas se adaptam à estrutura, além do incomodo causado pela sua mobilidade. Ciente do problema, a odontologia desenvolveu um implante dentário fixo que substitui a raiz do dente e se integra ao osso, conhecido como "terceira dentição". Segundo o Dr Leonardo Marchini, cirurgião dentista formado pela FOSJC-UNESP e professor de Implantodontia, os implantes dentários foram uma descoberta revolucionária da odontologia por se integrar no organismo sem rejeição. "O implante é introduzido cirurgicamente no osso maxilar, por meio de uma técnica minuciosa, que evita fatores traumáticos para o tecido ósseo", explica o especialista. O procedimento consiste em uma incisão na gengiva que deixa o osso em exposição, a fim de que ele seja perfurado por brocas especiais, formando uma cavidade onde será encaixado o implante, tal qual a raiz do dente. Na maioria dos casos, espera-se seis meses para que uma prótese dentária externa, confeccionada pelo dentista, seja encaixada no pino, como se o dente fosse rosqueado na raiz. Você deve se perguntar como um implante artificial pode suportar a pressão da mastigação e se fixar ao osso do maxilar. Para o Dr Leonardo, isso se explica pelo fenômeno da ossointegração. "O titânio, matéria-prima do implante, é uma substancia muito bem aceita pelo organismo, especialmente o osso, que adere suas estruturas ao material e se fixa a ele", explica. Como toda cirurgia, colocar a terceira dentição exige cuidados pré e pós-operatórios. "Antes da intervenção realiza-se exames clínicos e radiográficos, podendo-se até receitar medicamentos. Depois da implantação, é importante observar a medicação prescrita, evitar esforço físico intenso e bochechos, bem como ter uma alimentação liquida e pastosa nos primeiros dias", afirma o dentista. A partir daí, os cuidados de manutenção são simples: higiene oral diária e visita anual ao dentista. É importante ressaltar que somente agora a cirurgia vem se tornando acessível à população, graças à divulgação da técnica entre profissionais e à fabricação de implantes nacionais de boa qualidade. "Qualquer pessoa pode se beneficiar com o procedimento, desde que possua saúde geral adequada e osso em quantidade e qualidade ideais no local da cirurgia", afirma o cirurgião-dentista. Para ele, a ausência destas condições ou a existência de doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão podem impedir a realização da cirurgia. "Nestes casos, a dentadura será necessária. Afinal, ela ainda desenvolve um papel social importante num país em desenvolvimento como o nosso", lembra o Dr Leonardo. Também se fala na criação da terceira dentição através das células-tronco. Estas células têm o potencial de se transformarem em diversos tecidos do corpo humano, como o coração, ossos, pâncreas etc. Para o cirurgião-dentista, desenvolver dentes perfeitos e naturais é uma possibilidade totalmente viável. "Tanto é que o método já foi feito em animais e em procedimentos in vitro. A técnica agora vai ser desenvolvida em ossos maxilares e estima-se que será uma realidade clínica em aproximadamente 10 anos." Fonte: Dr. Leonardo Marchini - Cirurgião Dentista - Fone (0**12) 3922-1555.
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