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Cerca de 100 milhões em todo o mundo apresentam a doença.
Segundo a Organização Mundial de Saúde Mental, pelo menos 100 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão. "A depressão sempre existiu, é uma doença endêmica, que existe numa porcentagem de 5% independente do quadro social do lugar e dos tratamentos que se faça", argumenta Dr André Astete, médico psiquiatra do Hospital Vita, em Curitiba. "A depressão é uma doença democrática, não escolhe raça, sexo, idade ou condição financeira", acrescenta o psiquiatra. Para conseguir reagir a este mal, a primeira coisa a ser feita é aceitar que se tem este o problema. Dois pontos básicos devem ser observados para saber se a pessoa está com quadro depressivo, primeiro é identificar o desânimo - se existe a combinação da falta de disposição e a dificuldade de experimentar satisfação - e depois verificar se está com o humor deprimido - tristeza, medo e ansiedade ou irritação. "Se estes sintomas se mantém por 15 dias é o suficiente para caracterizar um caso de depressão", salienta. O psiquiatra afirma ainda que o paciente depressivo pode ter outras características secundárias como: não render adequadamente no trabalho, alterações do sono (insônia ou sonolência), falta de libido e energia física, dificuldade de concentração e uma visão negativa dos fatos. "Um mesmo fato pode ser analisado de várias formas, dependo do estado de espírito da pessoa". Engana-se quem pensa que a depressão acontece somente em adultos. As crianças também estão sendo atingidas por este problema. Segundo pesquisa realizada pelas autoras do livro australiano, Abaixo a Depressão, Drªs. Susan Tanner e Jillian Ball, da Editora Fundamento, embora os números variem muito indo de 2 a 50% de casos, as crianças sofrem de transtornos depressivos, sim. A entrada da adolescência é um fator agravante. Os fatores que levam a depressão são variados e se modificam conforme a idade. "Em mulheres na faixa de 20 a 30 anos ou mesmo no início da menopausa o número de casos aumenta, já nos homens a incidência é maior a partir dos 50 anos". Fatores como o luto, separação, doença terminal e perda de emprego, entre outros, são desencadeantes de quadros depressivos. "Em pesquisas realizadas verificou-se que em caso de morte de filho aumenta em três vezes a possibilidade de se tornar depressivo". A hereditariedade, também pode aumentar a probabilidade de se ter depressão. Quando se é filho de um depressivo cresce em 30 a 45% a chance de desenvolver a doença. Tratamento A família e os amigos se tornam o ponto de equilíbrio para o paciente. "A sociedade ainda não vê com bons olhos esta doença. Para muitos, depressão é sinônimo de imaturidade, então é fundamental o apoio familiar. Até mesmo para identificar o problema", frisa o médico psiquiatra. "Incentivar a pessoa a cumprir todas as metas do tratamento desde a prática de exercícios até mesmo o uso de medicamentos, quando receitados, é essencial", alerta Dr André Astete. Para as autoras do livro Abaixo a Depressão, o fortalecimento da auto-estima e assumir o controle da própria vida após uma crise depressiva, são processos importantes e que dependem da ajuda profissional. "Quanto mais a decisão for adiada, mais difícil será quebrar os hábitos associados à depressão", consideram as autoras.
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