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Medicina e Saúde
04/10/2004 - 08h16
Direito a informação estimula qualidade na saúde
 
 
A relação entre imprensa e saúde evoluiu nos últimos anos, porém ainda tem comportamento que custa caro ao setor; a mídia tem de ser aliada na busca por qualidade.

Ver a mídia como aliada e não um potencial oponente é um dos caminhos para ampliar o direito de informação na área de saúde e melhorar a qualidade do atendimento médico-hospitalar no País. Esta é uma das conclusões do painel que debateu a relação entre médico e jornalista durante o 5º Fórum ANAHP. "Quanto mais informações sobre saúde, melhor", disse o jornalista Carlos Alberto Sardenberg. "Confere maior credibilidade e capacidade de administrar crises."

A relação entre os profissionais de saúde e imprensa evoluiu nos últimos anos, porém ainda está sujeita a um comportamento que, historicamente, tem sido nocivo ao sistema de saúde brasileiro. "Há muito interesse em divulgar os equipamentos cada vez mais modernos que a indústria fabrica", afirma Luiz Roberto Londres, diretor da Clínica São Vicente. "Isso faz com que o paciente queira sempre os melhores tratamentos e sabemos que nem sempre é necessário exames tão complexos para o atendimento." Segundo Londres, uma detalhada conversa entre médico e paciente serviria para dispensar uma boa parte dos exames mais sofisticados que pesam no orçamento do setor.

Apesar da colaboração da imprensa na divulgação das tecnologias, o jornalista Carlos Sardenberg afirma que, como forma para resolver o impasse, os médicos deveriam trazer para si a responsabilidade de descartar o pedido de exames de alta complexidade. No entanto, a solução esbarraria na má formação médica atual. "Hoje em dia as universidades educam os estudantes de medicina a fazer o diagnóstico amparados na tecnologia", diz Elias Knobel, coordenador da CTI Adulto do Hospital Albert Einstein.

Para ele, mesmo diante do excessivo valor que se dá à tecnologia tanto nos hospitais quanto na mídia, a relação entre médicos e jornalistas melhorou sensivelmente. "Os hospitais estão mais abertos. Antigamente a UTI era uma caixa preta", afirma. Para Sardenberg, caminha-se nessa direção. "Médicos e hospitais precisam ser ainda mais transparentes", diz. "O direito à informação na saúde é igual ao direito que o cidadão tem de saber sobre economia ou educação."

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