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Medicina e Saúde
06/10/2004 - 17h10
Antes de viajar, previna-se contra a hepatite A
 
 

Espécie de inflamação no fígado ocorre com maior freqüência em locais com falta de saneamento básico. Em 70% de jovens e adultos infectados, provoca sintomas como febre, vômitos e icterícia. Cerca de 10% a 20% dessas pessoas precisam ser internadas. Em determinadas situações, a hepatite A pode causar a falência do fígado, levando os doentes a necessitar o transplante.

Com o aumento da temperatura, muita gente aproveita o tempo livre para viajar a lugares distantes - praias desertas, ilhas, vilarejos. Só que antes de fechar as malas, o turista precisa se prevenir para aproveitar bem a viagem. Nada pior do que, ao voltar para a casa, perceber que trouxe como lembrança de um local paradisíaco uma doença viral como a hepatite A, inflamação no fígado, cujos sintomas são febre, sensação de fraqueza, náuseas, vômitos, falta de apetite e icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele).

A hepatite A ocorre principalmente em locais com problemas de saneamento básico, porque a transmissão é fecal-oral: deriva da ingestão de líquidos ou alimentos contaminados pelas fezes de uma pessoa doente. Além disso, o vírus HVA, causador da doença, é extremamente resistente. Nem o processo de pasteurização de leite contaminado é capaz de eliminar este microorganismo que sobrevive 30 dias em alimentos secos (pães, bolachas etc.), 10 meses em frutas congeladas a - 30° C, 19 dias em mariscos crus e 89 dias em água mineral conservada a 20° C.

Entre 1996 a 2000, o HVA foi responsável pelo maior número de casos de hepatite registrado no País: 43%. Mais de 170 mil pessoas contraíram hepatite A, segundo levantamento da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), divulgado pelo Programa Nacional para Prevenção e Controle das Hepatites Virais, criado pelo Ministério da Saúde em outubro de 2003. Como os casos de hepatite A não são de notificação compulsória, esses dados são parciais.

O Brasil já foi considerado um país com grande número de casos da doença (endemicidade). Hoje vive um período de transição: de alta para média endemicidade. Um quadro da doença, elaborado pela Funasa, divide o país em cinco áreas, de acordo com o número de casos, ocorridos em 2002, por 100 mil habitantes. Roraima, Amapá e Paraná encabeçam a lista dos mais atingidos com mais de 100 casos, seguidos dos estados do Centro-Oeste, Pará, Acre e Santa Catarina (50-100). A terceira região mais afetada engloba o Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Ceará (20-50). Num patamar inferior estão São Paulo, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Rondônia (10-20). A média do restante do País não chega a 10 casos por 100 mil habitantes.

Viajantes são grupo de risco

Os viajantes são considerados grupo de risco da hepatite A. "O maior perigo ocorre quando indivíduos que nunca tiveram a doença se deslocam para áreas de média e alta endemicidade, porque a chance de adquirir a doença é alta e as complicações são mais freqüentes em jovens e adultos. Existem, inclusive, os casos de "viajantes de uma mesma cidade". São pessoas que moram em bairros de baixa endemicidade e contraem a doença ao visitar bairros com grande incidência de hepatite A", alerta Jéssica Presa, gerente-médica da Aventis Pasteur, líder mundial na pesquisa e produção de vacinas. A forma mais segura de prevenção do contágio é a vacina contra hepatite A. Produzida com vírus inativados (mortos) é uma vacina segura que confere rápida proteção.

Embora não deixe seqüelas na maioria dos casos, a hepatite A não é uma doença absolutamente benigna, adverte o médico Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, professor-assistente de Infectologia Pediátrica da Faculdade de Medicina da Santa Casa. Seu impacto sobre o corpo humano depende da idade com que o indivíduo contrai a doença. Cerca de 70% das crianças com menos de 5 anos desenvolvem a doença sem apresentar sintomas. A partir daí, 70% dos infectados apresentam icterícia, vômitos, náuseas, mal-estar, falta de apetite e febre. Entre 10 a 20% dos casos demandam internações por conta de complicações como mal-estar e desidratação.

Transplante é única forma de evitar a morte por hepatite fulminante

A doença pode ainda causar a morte por falência do fígado. É a hepatite fulminante que leva ao óbito 2% de adultos acima de 40 anos e de 0,1% abaixo desta idade. A morte é evitada pelo transplante do fígado. "Nos últimos 8 anos, as hepatites fulminantes causadas por vários agentes, entre eles o vírus da hepatite A, foram uma das principais causas de indicação de transplantes de fígado na Santa Casa de São Paulo", afirma o médico.

Segundo ele, a melhoria das condições sanitárias na maioria das cidades brasileiras levou à redução nos casos da doença. Em contrapartida, trouxe ao País uma nova realidade: muita gente chegou à fase adulta, sem ter contraído a hepatite A. Por isso, se contaminado, corre o risco de desenvolver formas mais graves e sintomáticas da doença. E a pessoa infectada começa a transmitir o vírus antes mesmo de saber que está doente. Os sintomas aparecem até 30 dias após o contato. Já a transmissão do vírus começa 15 dias após o contágio.

De acordo com o estudo "O custo da Hepatite A em adolescentes e adultos nos Estados Unidos", assinado pelos médicos JJ Berge, DP Drennan e RJ Jacobs, quando a hepatite A afeta adultos e adolescentes provoca absenteísmo no trabalho e na escola de 2 a 4 semanas. Esses mesmos estudos revelam que a hepatite A gera perdas de U$ 2 mil no caso de adultos (com absenteísmo, compra de medicamentos etc.) e de U$ 500 a U$ 1.500 quando envolve crianças.

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