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Medicina e Saúde
07/04/2004 - 08h15
Doenças cardíacas são a maior causa de morte
 
 
No Dia Mundial da Saúde (07/04), especialista alerta que os cuidados com o coração ainda são insuficientes e recomenda a prevenção desde cedo.

O mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde mostra que as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte em todo o mundo, algo em torno de 18 milhões de pessoas ao ano. Mas desta vez o cigarro não aparece como o principal culpado, como antes. O maior responsável é um conjunto composto por estresse, alimentação inadequada e falta de exercícios físicos. Uma a cada três mortes no mundo é hoje por doença no coração. Para o diretor geral da Clínica Cardiológyca Costantini, Costantino Costantini, o Dia Mundial da Saúde é uma grande oportunidade para prevenir doenças do coração.

"Se nada for feito, em 2020, de cada 100 pessoas, 36 serão vítimas de infarto, como apontam dados da Federação Mundial de Cardiologia. O aumento será ainda maior em países em desenvolvimento", alerta. O médico explica que entre pessoas com idade acima de 45 anos, as doenças do coração matam mais do que o câncer de pulmão, acidentes de trânsito e AIDS. "A melhor forma de prevenção é incluir a preocupação com a saúde na educação dos filhos", diz o médico. Para ele, a criança precisa ser ensinada quando pequena para não se transformar em um adulto com maus hábitos e até vícios.

Costantini alerta que a falta de atividades físicas e de uma alimentação adequada será responsável por futuros problemas de saúde. "Se a forma de educar os filhos não mudar teremos uma juventude cada vez mais doente", afirma. O cardiologista lembra que o alto consumo de cigarros e a vida estressada à qual os jovens estão sujeitos ajudam no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. "Não adianta cuidar da saúde só depois de velho. É preciso levar uma vida saudável sempre", destaca.

Para quem já está na fase dos 40 e não faz exercícios nem cuida da alimentação, o médico recomenda a mudança dos hábitos, abandonando definitivamente o sedentarismo. Segundo pesquisa da FMC, cerca de 60% da população mundial leva uma vida sedentária. Costantini reforça que o acompanhamento médico é fundamental para recuperar a saúde. "Se a pessoa estiver realmente interessada, nunca é tarde para mudar de vida", lembra.

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