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No próximo dia 11 de outubro é "comemorado" em todo o mundo o Dia Nacional do Combate à Dor. A data visa conscientizar as entidades médicas e governamentais da área de saúde a respeito da necessidade de dar maior atenção ao tratamento/alivio da Dor de todo e qualquer paciente, antes mesmo da doença que o acomete. Uma das ações mais efetivas nesse sentido está sendo lançada pela IASP - International Association for the Study of Pain e EFIC - European Federation of IASP Chapters, com o apoio da WHO - World American Organization, que juntas estão conclamando toda a comunidade médica e imprensa em torno de uma campanha denominada "The Relief of Pain should be a Human Right" (O Alívio da Dor deveria ser um Direto Humano). Para o chefe do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, Dr Cláudio Fernandes Corrêa, a data é muito importante para ratificar não só nas comunidades médicas e governamentais, mas também junto à população, que a Dor não pode ser encarada de forma conformista. "O doente e mesmo grande parte dos profissionais de saúde costumam encarar a Dor como uma conseqüência da doença, quando na verdade essa realidade pode e deve ser alterada, mesmo em casos de doenças terminais como Câncer e Aids". Seguindo essa teoria é que alguns centros médicos já estão incorporando a identificação dos níveis de Dor como um sexto sentido vital de diagnóstico. A ação revela sua importância ao ser considerado que na grande maioria das situações é a Dor e não a doença em si que incapacita o indivíduo de realizar suas atividades normais. Segundo dados da IASP & EFIC, entre 1/2 e 2/3 da população com dor crônica está menos habilitada para realizar atividades físicas (exercícios), dormir adequadamente, cumprir atividades domésticas, sociais, dirigir carro, andar ou ter relações sexuais. E em virtude desses dados, uma em cada quatro pessoas revela que o relacionamento com a família e os amigos estão comprometidos ou efetivamente partidos. Além do avanço das drogas de combate a Dor, os Centros de Dor espalhados ao redor do mundo contam com o atendimento multidisciplinar, onde o paciente é tratado no aspecto físico e mental, por meio de diversas terapias complementares, como psicologia, psiquiatria, fisiatria, fisioterapia, neurologia, acupuntura, entre outros. Assim, casos como os já citados Câncer e HIV, assim como doenças crônicas como Fibromialgia, Lupus, Gota ou mesmo Cefaléias, são tratadas de forma global, proporcionando um grande alívio e melhor qualidade de vida para os seus portadores. No Brasil, uma das questões que ainda gera polêmica e dificulta o tratamento de muitos doentes é o uso da morfina. De amplo uso nos Estados Unidos e Europa, a morfina tem se mostrado como a mais efetiva medicação para o alívio da Dor. Porém, a legislação brasileira proíbe o uso "livre" de opióides analgégicos acreditando que sua liberação geraria um uso indiscriminado por parte dos médicos/pacientes. "Ainda existe no País uma visão errada da morfina, creditada apenas casos terminais, quando na verdade pode ser usada de forma consciente e séria para todos os tipos de Dor Crônica severa e sem alívio com outras terapias. A conseqüência disso é uma grande parcela da população vivendo ou sobrevivendo desnecessariamente com a Dor", revela Dr Cláudio Corrêa. Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho O Serviço de Dor do Hospital 9 de Julho foi criado em 1997, tendo sido o primeiro centro privado para o tratamento da Dor no Brasil. Considerado o mais completo em território nacional, em 2003 o Serviço ganhou um novo espaço físico que integrou o atendimento das especialidades em um único andar dentro das instalações do Hospital 9 de Julho. Como principais benefícios, facilitou a locomoção dos pacientes e tornou ainda mais dinâmica a troca de informações entre as equipes profissionais.
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