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Diz o dicionário: Corromper é o ato de tornar algo podre, de adulterar as características originais de alguma coisa ou alguém. Corrupto é aquele que é comprado, que usa as circunstâncias e a benevolência do corruptor para o proveito próprio. A corrupção tem dois sujeitos: o ativo e o passivo. Quem oferece vantagens e quem abre os braços ou os bolsos para recebê-la. A sociedade tem que repudiar, alijar da vida pública qualquer elemento sobre o qual pese a certeza ou a dúvida de um comportamento duvidoso. A corrupção parece uma espécie de síndrome como a cleptomania. O corrupto jamais se satisfaz, seu espírito é insaciável, seu apego aos bens materiais priva-lhe de todos os escrúpulos. A corrupção é uma forma de compulsão, o corrupto sempre quer mais. Pouco importa os danos gerados pelos seus atos à sociedade. O corrupto jamais se dá por vencido, é veemente ao negar as falcatruas, mesmo com provas evidentes. É ardiloso, mentiroso, hábil em despejar a culpa sobre os outros. É loquaz em seu discurso, buscando meios para convencer os incautos a elevá-lo à posição em que possa satisfazer seu instinto doentio da renda fácil. Sempre na defensiva, usa todas as armas para atacar e calar seus denunciantes. Até a justiça é usada e abusada para este triste fim. Quando denunciado, cobrado por seus atos, o corrupto se diz difamado, injuriado, caluniado, atacado em sua honra. Esquece o corrupto, que para falar em honra, para defendê-la, antes precisaria possuí-la. Estamos em ano eleitoral e muito se sabe sobre a vida e obra de alguns fanáticos pelo poder e pelo dinheiro. Cabe ao eleitor separar o corrupto da vida pública, que é o trampolim de seu status e fonte inesgotável de enriquecimento. Corrupto e corruptor, irmãos siameses, farão o impossível pelos seus objetivos. Que abra bem os olhos o eleitor para não mergulhar ainda mais na pobreza e oferecer ao corrupto o deleite da não merecida riqueza. Nota do Editor: Baby Lopes é jornalista e comentarista da TV Clube.
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