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Crônicas
09/06/2009 - 07h04
Namoros de sempre
Adilson Luiz Gonçalves
 

Outro dia, eu ouvia José Paulo de Andrade, Salomão Ésper e Joelmir Beting desfiarem seu infindável arsenal de finas ironias e comentários contundentes quando, de repente, o assunto passou a ser o Dia dos Namorados...

Estou a caminho dos cinquenta anos e eles não são tão mais velhos do que eu; e já fora curioso ter ouvido, meses antes, Salomão, num programa de televisão, que não era o do Faustão, entre uma e outra provocação (essa mania de rima pega, Joelmir!), exaltar as maravilhas do tal comprimido azul. Amor e prazer não devem ter fim!

O papo sobre o assunto já parecia concluído, quando Joelmir disse que sua mulher lhe havia feito a maior de todas as declarações de amor: disse que rezava todos os dias, contrita, para que ele ficasse viúvo, pois não saberia viver sem sua companhia. O grande comentarista falou isso sem nenhuma economia de sentimento, em meio a um curto silêncio dos colegas, o que é raríssimo entre os três.

Estou casado desde 1990, e confesso que sou uma pessoa difícil, sempre inconformado comigo mesmo e com as limitações que me são impostas, contra as quais luto com todas as forças. A timidez é uma delas, e minha maior vitória, sem dúvida, foi o dia em que pedi para namorar Cecília.

Noivamos e nos casamos em um ano e nove meses, mas já fazíamos planos desde os primeiros dias. Collor quase atrapalhou, mas a vontade de estarmos juntos rendia juros e juras bem maiores.

Desde então, enfrentamos algumas “barras”, mas nada, nunca, ameaçou nosso relacionamento, sempre baseado em carinho e sinceridade. Como na música interpretada por Dick Farney, depois de algum tempo o “somos dois” virou “somos três”, e ficamos ainda mais próximos.

Cecília fica especialmente bonita com vestidos pretos, e eu sempre digo que ela seria uma viúva “gatíssima”. Talvez eu até ressuscitasse no velório! A resposta, invariavelmente, é uma suave bronca, semelhante à prece da mulher de Joelmir. E eu também não consigo me imaginar sem Cecília!

Por ela e Guilherme, meu filho, eu tento ser melhor. Mesmo quando a vontade é de jogar tudo para o alto, eles me dão uma força que talvez eu jamais encontrasse sozinho, e nem quero tentá-lo. Por eles eu “toreio” meu gênio; e cada segundo em comum faz tudo, tudo valer a pena!

A mulher de Joelmir fez-lhe o que ele considerou a maior declaração de amor que alguém pode fazer. Também já recebi e fiz essa declaração. Mas creio que ele também já deve ter ouvido de sua amada outra, como a que Cecília, outro dia, me fez:

Ela disse que me amava mais hoje do que quando nos conhecemos. E lá se vão mais de vinte anos desde que saímos juntos, pela primeira vez. E dois dias depois eu já sabia que não faria o menor sentido viver sem ela.

Nosso amor é assim: simples. Um amor que faz com que o momento mais desejado do dia seja voltar para casa; amor que não precisa de público e jamais será matéria para jornais sensacionalistas; amor que talvez incomode quem prefere torcer pela infelicidade dos outros, para não se sentir só em seu vazio emocional, ou ter que encarar seus próprios erros. E o egoísmo e o egocentrismo estão entre os principais destruidores de relacionamentos. São algumas das “pequenas ditaduras” de que José Paulo fala.

Nosso amor continua namoro. Tem muita felicidade e um pouco de choro. Vive entre a paz e o êxtase, e só melhora com a idade. Olha a rima aí, de novo.

Caríssimo Joelmir,

Somos dois caras de muita, muita sorte, com esses nossos “diamantes”! Também não somos poucos. Podemos não ser a “maior organização diamantáááária do país” (creio que era o Salomão que anunciava assim), mas somos imensamente ricos e perdulários na “economia da vida”. Riqueza que se multiplica quanto mais se gasta.

Feliz Dia dos Namorados para vocês!


Nota do Editor: Adilson Luiz Gonçalves é mestre em educação, escritor, engenheiro, professor universitário (UNISANTOS e UNISANTA) e compositor. E-mail: prof_adilson_luiz@yahoo.com.br.

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