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Medicina e Saúde
18/06/2009 - 09h10
O perigo da automedicação
 
 

Quem nunca foi à farmácia para resolver uma dor de cabeça indesejada ou se consultou com um parente para se livrar de um resfriado? Poucos dão atenção, mas a automedicação é grave e leva à morte em determinados casos. Estatísticas apontam que os analgésicos e os antiinflamatórios são os campeões em casos de reação alérgica (44%), seguidos pelos antibióticos (23%).

"O uso de um medicamento inadequado não envolve somente reações alérgicas, mas a substância pode interagir com outras medicações e gerar efeitos inesperados. Uma droga potencializa, anula ou altera a absorção de um segundo medicamento", destaca a alergologista Fátima Rodrigues Fernandes, gerente médica do Pronto Socorro do Hospital Infantil Sabará e diretora-secretária da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, de São Paulo.

A automedicação ainda pode ocasionar resistência a medicamentos. E quando houver necessidade de administrá-los, eles não terão o efeito desejado. "Isso aconteceu com a gripe do tipo A, muitas pessoas tomaram antibióticos indicados para a infecção, sem saber ao certo se era um caso de gripe suína", lembra a especialista.

Imprevisíveis, as reações alérgicas se manifestam por meio de urticária, angioedema (lábios e olhos inchados), erupções na pele com coceira e descamação, asma, rinite, edema de glote e até repercussão sistêmica, podendo ocorrer queda da pressão arterial, o que caracteriza o choque anafilático.

Saiba o que pode acontecer com o uso indiscriminado dos medicamentos abaixo:

Analgésicos e antiinflamatórios: podem agravar problemas gástricos, são contra-indicados para quem já teve úlcera. Além disso, têm ação anticoagulante e podem provocar hemorragias. Os antiinflamatórios ainda prejudicam pacientes que têm problema cardíaco ou renal e agravam a hipertensão. No caso das crianças, eles são recomendados com cautela, pois estas reações podem ser ainda mais graves.

Antibióticos: quando não são indicados podem mascarar uma doença mais grave ou causar outros transtornos, como vômitos e diarréia. Sem contar que quando forem necessários em outro momento não surtirão o mesmo efeito, já que ocorre o fenômeno de tolerância ou aumento da resistência bacteriana. Um exemplo é o uso inadequado de antibiótico para uma doença viral como a mononucleose, comum em crianças, o que pode ocasionar o aparecimento de manchas vermelhas na pele, confundindo o diagnóstico com alergia ao remédio.

Fitoterápicos: o uso incorreto pode provocar alterações na pressão arterial, problemas no sistema nervoso central, fígado e rins, que geram internações hospitalares e levam à morte. Os fitoterápicos são medicamentos alopáticos, possuindo compostos químicos que interagem com outros medicamentos. Deve-se ter cuidado também ao associar medicamentos com plantas medicinais, o que pode promover a diminuição dos efeitos ou provocar reações indesejadas. Um exemplo é o uso de Ginco (Ginkgo biloba) juntamente com anticoagulantes, como warfarina ou ácido acetilsalisílico, podendo promover hemorragias.

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