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Polícia e Segurança
27/06/2009 - 19h51
Retrato falado
 
 
Ferramenta essencial para elucidar crimes

A Polícia Civil do Espírito Santo utiliza vários mecanismos para identificar e prender criminosos. O retrato falado, por exemplo, é um deles. O recurso possibilita que suspeitos sejam identificados e crimes resolvidos por meio da confecção das imagens. A ferramenta se torna cada dia mais essencial para o trabalho investigativo. Neste ano, 37 retratos falados foram produzidos. Em 2008, 59 imagens de suspeitos foram confeccionadas. Já em 2007, os peritos papiloscópicos produziram 41 retratos falados.

Segundo o delegado adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, 90% dos casos que ele investiga e em que o retrato falado é utilizado são resolvidos. Atualmente, ele atua no homicídio do produtor rural Carlos Iraciano Comarella, 48 anos, ocorrido no dia 24 de abril deste ano. Quatro retratos falados de suspeitos de envolvimento no crime foram confeccionados e divulgados pela polícia no dia 28 de maio.

"O retrato falado é essencial para elucidar crimes. Com a divulgação das imagens, a polícia pode contar com a ajuda da população, que denuncia, passa informações e contribui para a prisão de muitos acusados", destaca o delegado José Lopes.

Crimes solucionados

Um caso emblemático entre os crimes desvendados após a confecção do retrato falado foi o do homicídio de Gilberto Souza e Silva, prefeito de São Francisco do Glória, município de Minas Gerais, morto no dia 13 de janeiro de 2008, em Piúma, região sul do Estado.

A prisão do acusado ocorreu 13 dias após o assassinato e possibilitou que se chegasse aos nomes dos mandantes e dos intermediários. Ainda hoje, o delegado Milton Sabino, responsável pelo caso, ressalta que a divulgação da imagem do suspeito contribuiu muito com a rapidez da prisão, graças ao bom trabalho feito pelos peritos.

Outro caso solucionado com a ajuda do retrato falado foi o do seqüestro de um bebê, retirado de dentro de uma maternidade em Cariacica, no dia 20 de outubro de 2007. Uma mulher se passou por enfermeira, entrou no hospital e raptou a criança.

M.C.M., 35 anos, foi presa acusada do sequestro. O retrato falado foi feito por meio de relatos de um médico do hospital e confirmado pelos pais da criança. Após a divulgação da imagem da suspeita, o caso foi elucidado em 48 horas e a criança foi devolvida aos pais.

Evolução e técnica do retrato falado

No Espírito Santo, a técnica empregada pelos peritos papiloscópicos para a confecção do retrato falado passou por várias mudanças durante os anos. Até 1996, o desenho era feito à mão livre, somente com a habilidade do profissional. Hoje, o recurso está aliado com o avanço tecnológico para chegar a um resultado cada vez mais eficiente.

Em 1998, a Polícia Civil capixaba adquiriu o Photo Fit Plus, um banco de dados com partes de imagens, traços e características de diferentes pessoas, igual a um quebra-cabeça. As peças são montadas até formar um rosto parecido com a descrição passada pela testemunha.

Um programa de computador chamado E-Fit Color (Técnica de Identificação Facial Eletrônica) se tornou o sinal de mais um aspecto dessa evolução para a confecção do retrato falado. Em 2006, a Polícia Civil capixaba adquiriu esse software que torna o resultado mais próximo do ideal. O mecanismo foi desenvolvido especialmente para ajudar as polícias de todo o mundo, inclusive a Scotland Yard, a polícia britânica, para elaborar retratos falados.

O programa possui um grande banco de dados com traços faciais, disponibilizados em um computador. Desse modo, o perito que está confeccionando o retrato pode, além de ser mais preciso no resultado, obter da testemunha uma descrição mais fiel do suspeito.

Com o E-Fit Color, o perito tem ainda opções para tridimensionar o desenho. Depois do resultado parcial, os profissionais também podem utilizar um programa de edição de imagens para colocar outras características, como rugas e imperfeições faciais.

Agilidade e precisão

Segundo a perita papiloscópica Meire Martins, esse programa de computador contribui e torna o processo de confecção de um retrato falado mais ágil. No entanto, ela destaca outros recursos que são imprescindíveis para um resultado mais perto do ideal.

"Em alguns casos é preciso até mesmo utilizar um pouco de psicologia, pois muitas pessoas chegam aqui ansiosas, com medo. Daí a gente diz que não serão identificadas e mostra a importância que a ajuda dela terá para elucidar tal crime", disse Meire Martins.

O perito papiloscópico Maurício Soares Braga também ressalta outros aspectos que são essenciais para elaborar um retrato falado fiel às características do suspeito.

"Nós fazemos uma entrevista para preparar a testemunha. Mas é bom destacar que várias coisas contribuem para fazer um retrato falado bem feito. Por exemplo, temos uma sala, com paredes brancas, um ambiente tranquilo e com bons computadores. Isso deixa a pessoa mais relaxada e confiante, o que dá mais qualidade ao trabalho", frisa o perito.

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