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Medicina e Saúde
19/10/2004 - 05h12
Dor de cabeça pode ser causada por DTM
Taís Laporta
 

Estima-se que 38% das dores de cabeça têm alguma relação com a DTM, Disfunção Têmporo-Mandibular. O distúrbio afeta a articulação responsável pela abertura e fechamento da boca e se manifesta por um conjunto de sintomas. Cerca de 70% da população apresenta pelo menos um sinal da DTM, que se manifesta por dores na nuca e ombros, cansaço, formigamentos, irritabilidade e dificuldade de concentração. Também estão associados estalos na mastigação, zumbidos no ouvido, rouquidão e nó na garganta. A maior parte das pessoas com DTM não conhece a origem destes sinais.

Para se ter uma idéia, apenas 5% dos que apresentam estes sintomas procura tratamento adequado. Segundo o Dr Leonardo Marchini, cirurgião-dentista formado pela FOSJC-UNESP e professor de Desordem Crânio-Mandibular na UNIVAP, em São José dos Campos, a DTM é facilmente confundida com enxaqueca, problemas neurológicos, otite e dores de dente. "Ainda é comum a demora para o diagnóstico correto em função dos sintomas, que levam à procura de profissionais de diferentes áreas", explica o especialista.

A disfunção é causada por fatores diversos, entre eles o stress, encaixe inadequado dos dentes, hábitos orais como roer unhas ou ranger os dentes, bruxismo, má postura e respiração bucal. "Dos que procuram tratamento, a maior parte são mulheres entre 20 e 40 anos, embora o problema possa ocorrer em ambos os sexos e em qualquer faixa etária", afirma a Drª Ana Paula Falcão de Moura, cirurgia-dentista pós-graduada pela USP.

Existem diversos tratamentos para a DTM, que variam de acordo com a situação clínica de cada paciente, e vão desde a adequação das articulações, reposicionamento da língua e correção postural até a reabilitação da mordida. Para o Dr Leonardo, ao identificar os sintomas, o ideal é procurar um dentista, a fim de que se faça a indicação correta para tratamento. "Atualmente, com ampla divulgação das características da DTM entre profissionais de saúde e pacientes, há uma tendência maior para acertos no diagnóstico", afirma o cirurgião-dentista.


Fontes: Dr Leonardo Marchini - Cirurgião-dentista formado pela FOSJC-UNESP e professor de Desordem Crânio-Mandibular na UNIVAP. Drª Ana Paula Falcão de Moura - Cirurgiã-dentista graduada pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP) e pós-Graduada em Periodontia pela Universidade de São Paulo (USP).

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