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Opinião
13/07/2009 - 05h53
Que salvar o planeta que nada!
Marcio Zeppelini
 

O Planeta Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos, e a vida aqui só surgiu cerca de 1 bilhão de anos depois em forma de bactérias e estromatólitos. A primeira forma de vida que se assemelha ao ser humano, o Homo Habilis, nasceu há cerca de 2 milhões de anos, e o Homo Sapiens, ser mais próximo do que somos hoje, há apenas 200 mil anos. Ou seja, menos de 0,01% da idade do planeta.

Desde sua formação, a Terra já passou por inúmeras transformações – desde sua atmosfera, que já foi até de metano e amônia, até sua geografia, formas de vida, temperatura e outras várias mudanças que transformaram este planeta só de gelo, água, fogo ou rocha.

É absolutamente audacioso e pretensioso achar que nós teríamos o poder de destruir o planeta em que vivemos, como se pudéssemos fazer uma intervenção divina.

As diversas intervenções que provocamos em nosso próprio habitat mudam a temperatura e o rumo das águas e causam a destruição de algumas espécies animais e vegetais. Despurificamos dois elementos essenciais para nossa existência – o ar e a água. E, em mais poucos milhares de anos (com sorte), o resultado disso tudo é a extinção do ser humano da face da Terra.

Mas o planeta continuará existindo. A vida, em forma de outras espécies, continuará existindo. Com esses ou aqueles gases misturados ao oxigênio, com a temperatura 10 ou 20 graus a mais ou a menos, com uma geografia igual ou muito parecida com a que temos hoje. E nós, homens, mulheres, crianças e idosos, negros, brancos ou amarelos... mortos.

Então, invoco que o que devemos é salvar a raça humana, e não o planeta, pois este sobreviverá aos nossos ataques, com ou sem a gente. Mas para que nós possamos sobreviver, para que tenhamos a permissão da Mãe-Natureza para continuarmos morando e usufruindo seu solo, precisamos que ela permaneça como a encontramos. Com água e ar puros e alimentos naturais em abundância.

Para quem ainda não entendeu o recado: somente salvando o planeta, seus mares, sua fauna e flora, seu clima e toda biodiversidade aqui existente nos manteremos vivos.

Como um câncer maligno, o ser humano está sendo bravamente retalhado e combatido pela natureza, utilizando de suas armas como se fossem drogas de uma quimioterapia: aumento da temperatura, chuvas em excesso, falta de alimento, terremotos, furacões.

Reverter o quadro? Passar a ser algo benigno!

Nessa guerra contra nossa existência, a Terra nos dizimará a fim de ter seu desenvolvimento natural, com todas as suas mudanças, durante bilhões e bilhões de anos. Provavelmente sem a nossa presença.

Vamos “pedir desculpas” à natureza e prometer a ela que devolveremos o que roubamos?


Nota do Editor:  Marcio Zeppelini é consultor em comunicação para o Terceiro Setor, editor da Revista Filantropia, produtor editorial pela Universidade Anhembi Morumbi e diretor-executivo da Zeppelini Editorial & Comunicação.

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