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Medicina e Saúde
16/07/2009 - 06h06
Um bom relacionamento começa pelo diálogo
 
 

Vivemos em uma era de grandes e variadas tecnologias, que prometem fácil e rápida comunicação entre as pessoas, independente da localização geográfica. Um exemplo disso, os modernos celulares, a internet e as redes sociais. Mas, mesmo com todas essas ferramentas à disposição e alcance, muitas pessoas ainda têm dificuldades para manter relacionamentos saudáveis, por não saber se expressar e dialogar.

“O diálogo é o fundamento de todas as boas relações. Sem ele, não existe bom relacionamento. Quem pretende casar-se, deve saber que, sem diálogo franco, amigo, aberto e sincero, não existe casamento. Os pais que pretendem educar os filhos devem saber que o diálogo é base de toda a boa educação. No ambiente de trabalho, somente o diálogo conduz à disciplina, determinando as boas relações. E, até podemos afirmar, que somente existe relação e comunidade onde houver diálogo”, diz a médica e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho.

A vergonha de expor sentimentos e opiniões, o medo da reação do outro, e das descobertas desagradáveis que podem vir à tona, são alguns dos fatores que levam muitas pessoas a silenciar-se e guardar para si coisas que deveriam ser ditas. Essa atitude, segundo a psicanalista, é um erro grave, que pode causar sérios danos aos relacionamentos. “Nada é igual a uma boa conversa olho no olho. Só com esse contato pessoal podemos sentir, ou pelo menos especular, o que o outro está pensando sobre o assunto. É através da conversa que colocamos o que sentimos para fora e, desta forma, entender o que o outro sente. Doenças como depressão, fobias e transtornos podem ser conseqüências de mágoas e sentimentos não esclarecidos, não conversados”, diz Soraya.

Quando silenciamos, ao invés de esclarecer, achando que exprimindo o que sentimos estaremos nos comprometendo demais com a outra pessoa, nos omitimos, o que leva a enganos e desencontros, nos afastamos das pessoas. “Dialogar é o caminho para eliminar as dúvidas, esclarecer as aflições, corrigir as deficiências, criar o entendimento e assim melhorar todo o relacionamento entre os casais, pais e filhos, colegas de trabalho e em todos os contatos humanos”, orienta a médica.

O diálogo não é um instrumento que busca levar as pessoas a defender e manter suas posições, como acontece na discussão e no debate. Ao contrário, sua prática está voltada para estabelecer e fortalecer vínculos e ligações, além de identificar, explicitar e compreender os pressupostos que dificultam a percepção das relações.

Segundo a psicanalista, o objetivo do diálogo não é convencer o outro, pelo contrário, o bate-papo é a oportunidade para que as oposições apareçam, as divergências fiquem claras e as pessoas encontrem uma boa forma de convivência. “Dialogar é fator de cooperação e não de competição. O diálogo não é para provar ao outro que ele está errado, mas para entender o ponto de vista do outro e inseri-lo nas minhas reflexões”, completa a psicanalista.

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