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Opinião
22/07/2009 - 05h43
O perigo das mídias digitais
Fernando Kelysson
 

Que com o surgimento dos blogs, Orkut, Twitter entre outras mídias digitais, a comunicação sofreu uma mudança radical isto é inegável. Há benefícios e malefícios nesse advento. Dentre os benefícios estão: maior acessibilidade à informação e maior oportunidade de expressão da população, enfraquecimento do monopólio das grandes mídias, possibilidade de acesso à fontes alternativas e diferenciadas, entre outras. Já dentre os malefícios destacam-se: maior margem de manobra para criminosos virtuais, mais facilidade de acobertamento desses crimes, uma perniciosa fragmentação da sociedade causada pelo boom de informações banais e sem sentido - com o trigo também cresce o joio -, a virtualidade vem gerando frieza e indiferença moral (muitos pensam que crimes virtuais não são crimes, porque são virtuais. Ex: pedofilia no Orkut ou em chats). Dentre os malefícios, um, em particular, me chamou a atenção: sites, orkuts, blogs e twitters estão sendo configurados usando nomes de pessoas que não o dos verdadeiros autores para assinar pronunciamentos, informações, declarações e artigos. Muitos se pronunciam falsamente usando o nome de instituições e pessoas públicas, falando por elas sem autorização. Este crime, que é gravíssimo, pode ocorrer com qualquer pessoa ou instituição, pois pode comprometer seriamente a reputação e a honra das pessoas, também ferir a credibilidade de empresas sérias. Além disso, notícias erradas ou maldosas, disseminadas na grande rede, podem ter efeitos nefastos e devastadores.

Se muitos jornais possuem pouca credibilidade ao informar, muito menos a rede digital. O jornal impresso (documento escrito, timbrado e assinado) ainda é a fonte mais segura de informação. Pelo menos neste, em caso de dados deturpados, temos material concreto para apelação e contestação pública, também nesse, sabemos a quem procurar para checar dados e reclamar erros.

Agora, a informação não está mais restita à redação. Com sua difusão pela grande rede de computadores, o mínimo que a lei e o Estado devem assegurar é a educação e a formação dos que possivelmente a vão alimentar.

Onde ensinar o decoro ao jornalista? Na Universidade. Quando? Em sua fase embrionária. Como se certificar de que isto acontece? Tornando o diploma obrigatório.

Se o ministro Gilmar e seus colegas se irritam quando os jornalistas falam a verdade sobre eles, imaginem quando qualquer um falar deles mentiras. Depois não reclame.


Nota do Editor: Fernando Kelysson nasceu em Três Marias - MG no ano de 1979, é casado com Paula Soares, atua no setor de hotelaria desde 1988. Atuou também na área de propaganda produzindo jingles e textos publicitários para rádios, panfletos e painéis eletrônicos. Apresentou programas na Rádio 87,9 em Três Marias e também radiojornal na Rádio Fumec. Participou de diversos festivais culturais e concursos literários. Também realizou diversas reportagens para o jornal O Ponto. Atualmente cursa Jornalismo, é cronista e articulista do Jornal O Sertanejo, também redator no jornal O Ponto. Mantém o blog Em fluência.

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