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Opinião
22/10/2004 - 06h11
Re-paginar político sim, jornalista não!
Silvia Coelho
 

Vai ano e chega ano, e os pleitos eleitorais vão acontecendo sucessivamente, recheados de promessas. Personagens re-paginados na aparência, mas o conteúdo é o mesmo: Poder e querer a todo custo chegar a algum lugar, mesmo que tenha de perder amigos, contar mentiras, emprestar dinheiro, alugar roupas para melhorar sua imagem ou usar um merchandising de "marqueteiro" que consiga envolver e ludibriar os eleitores que, por via de regra sempre acabam acreditando, e nada acontece pós-eleição, eleitos ou não. Para os eleitores, mais para eles que vencem, é um passo na "história de mentira" com malabarismos de "estória de carochinha".

E nós jornalistas, exaustos de tanto repetir as mesmas histórias, as mesmas promessas, seja atrás da notícia, seja como assessores, procurando ficar ao lado da ética e da notícia, nos sujeitamos a falar o que querem eles que as pessoas acreditem... Parece que essa maratona já começou, cedo: Embarcados no clima de Natal e Ano Novo, voaram mensagens de vários personagens políticos atuantes, e dos que pleiteiam cargos.

Como se não bastasse, empresários começam a ocupar os muros (principalmente nas cidades do interior) frisando seu nome e a empresa como se fosse uma forma normal de publicidade, em pleno final de ano... Outros resolvem assumir postura fiel ao seu partido (até então faziam o que bem entendiam) e divulgar o trabalho que vem desenvolvendo: como vereadores, outros como diretores de entidades, começam a participar de eventos, festas, quermesses ou shows. Muitos lugares em que nunca haviam colocado os pés antes.

E aqueles que, hoje no poder das prefeituras, prometeram o mundo-e-o-fundo nos palanques da ultima eleição, não conseguiram colocar em prática os discursos e promessas de campanha, principalmente os prefeitos que não conseguiram cumprir nada do que prometeram, e se desesperam. Como desculpa para ficarem mais um mandato justificam e descontam na "lei de responsabilidade fiscal", que estabelece as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal.

E nós? Vamos acreditar na re-paginação desses personagens nas próximas eleições? Aqueles que desconheceram a imoralidade do nepotismo e encheram as prefeituras de parentes? Aqueles que criticaram governos anteriores com inchaço de funcionários, e dobraram o numero de contratações?

E nós jornalistas? Não devemos nos re-paginar, evitando nos adequar a esse marketing desesperado? Devemos ou não nos preocupar com os modelos re-paginados desses políticos, cumprindo nosso papel que é identificar e documentar cada fato, e clicar a notícia: Gravando, fotografando e divulgando em tempo real, de forma honesta para o leitor? Este é um bom momento de repensar a postura profissional para que possamos continuar trabalhando para o bem comum, e não para o bem de alguns!


Nota do Editor: Silvia Coelho, 50 anos, publicitária e jornalista (free-lancer para rádio e jornal impresso).

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