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Medicina e Saúde
22/10/2004 - 11h14
Tratamento inovador para aracnofobia
Agência USP de Notícias
 
Diferente da maioria dos tratamentos, o método desenvolvido no IP se baseia em modelos computacionais de estruturas cerebrais e não exige que o paciente entre em contato com o aracnídeo.

Um método pioneiro para o tratamento da aracnofobia - medo de aranhas - que vem sendo testado com sucesso no Instituto de Psicologia (IP) da USP, necessita de voluntários para os estudos em sua segunda fase.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, o professor Francisco Javier Ropero Peláez e a psicóloga Laura Carmilo Granado, do IP, a terapia dura um mês e, para participar, o voluntário deve ter, preferencialmente, entre 18 e 40 anos, além de não estar sob tratamento com medicamentos psicotrópicos, como anti-depressivos ou tranqüilizantes.

"Se o paciente estiver tomando qualquer uma dessas substâncias, não será possível identificar se a cura foi devido à medicação ou à terapia", explica Laura. Ainda assim, todos os voluntários passarão por alguns testes para verificar se o tratamento poderá realmente ser realizado.

De acordo com a psicóloga, que neste tratamento o paciente não é exposto ao objeto temido, o que permite uma adaptação menos sofrida à terapia. "Na primeira fase fizemos o tratamento em quatro pessoas, das quais três se curaram da fobia", conta.

Os resultados obtidos nessa etapa do estudo serviram para o aperfeiçoamento da técnica usada, que consiste no enfraquecimento das conexões cerebrais responsáveis pelo desencadeamento das reações de medo. "Agora, nós podemos realizar um tratamento específico para cada paciente e, com isso, aumentar as chances de cura", explica.

Técnica inovadora

Os tratamentos para fobia que existem atualmente são, em sua maioria, baseados na exposição gradual ao objeto temido. Quando alguém é vítima de uma fobia e se vê diante do causador do medo, seu organismo dispara uma série de reações para o ataque e a fuga (sudorese, taquicardia, elevação do ritmo da respiração). "Alguns tratamentos expõem o paciente ao objeto, disparando essa crise ansiosa, associada a um relaxamento. Gradualmente a vítima se acostuma e perde o medo, mas isso é muito sofrido e pode levar muitos pacientes a desistirem do tratamento", conta Laura.

O método utilizado pelos pesquisadores se baseia em modelos computacionais que simulam o funcionamento de estruturas cerebrais (tálamo e amídala) e trabalha nas conexões responsáveis pela fobia. "O processamento da informação no cérebro começa pelo olho que capta a imagem e a transmite para o tálamo. Lá a informação é decodificada e repassada para a amídala, que decide se existe uma situação de perigo ou não", explica a pesquisadora.

"Nosso procedimento terapêutico enfraquece essa ligação entre o tálamo e a amídala, fazendo com que a aranha não seja mais interpretada como um grande perigo". Para tanto, o paciente é submetido à uma série de figuras, não relacionadas diretamente com um aranha. "Sem perceber, de forma inconsciente, o medo desaparece", afirma Laura. Este estudo está baseado no modelo computacional desenvolvido por Peláez que simula o funcionamento do tálamo e da amídala.

O único contato com uma aranha acontece durante os testes para medição da fobia. "Mas esse contato só acontece se o paciente quiser. Ele não é obrigado a encarar o animal", informa a pesquisadora.

Os interessados em participar do estudo devem entrar em contato com a própria pesquisadora pelo e-mail lauracg@usp.br ou pelo telefone (0**11) 9718-7352.

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