Caiu a ficha! Esta metáfora é aplicada quando uma idéia obscura que está em nossa mente fica clara. Custou mas agora entendo e aceito. Eu sonhava com um Senado como um bando de freiras, que assumem os compromissos da obediência e da pobreza por meio de votos, voltadas para desenvolver obras de caridade e de educação. Mas na verdade o que temos é um Poder transformado em escândalos, verdadeiros casos de polícia, que nas escutas registradas em investigações policiais em conversas de traficantes, ladrões e receptadores, eles se orientam na ocultação de crimes, na lavagem do dinheiro e nos pagamentos de propina a policiais e autoridades, é o mundo deles, vou querer que eles falem que irão auxiliar alguma creche ou asilo. Assim é o Senado. Esperar o que da maioria dos dignos representantes de nosso povo? Que em geral são despreparados para ocuparem o cargo tão relevante a que foram escolhidos, passam a maior parte do tempo votando leis e medidas que dizem respeito aos seus interesses. São julgados pelos seus colegas, ferindo a ética e a moral, pois estes julgamentos são popularmente conhecidos por pizzas, pois não dão em nada. Fora os privilégios como gasto ilimitado de telefone celular, passagens áreas e moradia, além de assistência médica para toda vida para os senadores, ex-senadores e seus familiares, pagas pelos cofres públicos. E se aposentam com oito anos de serviço. Pode?! Sim pode! E pode mais, pois em pleno século 21, tivemos a volta da censura ao Brasil em plena vigência do regime democrático, patrocinada pelo Presidente do Senado, em lamentável decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que restaurou o triste período do regime militar. Isso é uma agressão a nós Brasileiros, que vemos a classe política como os piores exemplos de conduta, postura e degradação social. Portanto o grande desafio para nós é buscarmos a informação com credibilidade, formarmos nossa opinião e através de manifestações fortes buscarmos a defesa de nossos valores éticos e morais para almejarmos uma sociedade mais justa e igualitária. Nota do Editor: Ronaldo José Sindermann (sindermann@terra.com.br) é advogado em Porto Alegre, RS.
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