03/08/2020  06h58
· Guia 2020     · O Guaruçá     · Cartões-postais     · Webmail     · Ubatuba            · · ·
O Guaruçá - Informação e Cultura
O GUARUÇÁ Índice d'O Guaruçá Colunistas SEÇÕES SERVIÇOS Biorritmo Busca n'O Guaruçá Expediente Home d'O Guaruçá
Acesso ao Sistema
Login
Senha

« Cadastro Gratuito »
COLUNISTA
Herbert Marques
12/08/2009 - 14h00
Guarda nacional, uma figura histórica
 
 

Atendendo o pedido do amigo Nenê Veloso, responsável por uma série de artigos dos mais interessantes sobre a recente história de Ubatuba, faço um breve relato sobre a Guarda Nacional, isto em razão de algumas das figuras de seus relatos fazerem parte dela. Cel. Ernesto de Oliveira, Capitão Deolindo, e outros da mesma família.

Vamos lá: A Guarda Nacional foi uma força paramilitar organizada por lei no Brasil durante o período regencial, agosto de 1831 e desmobilizada em setembro de 1922. Os membros da Guarda Nacional eram recrutados entre os cidadãos com renda anual superior a 200 mil réis nas grandes cidades e 100 mil réis nas demais regiões.

A Guarda Nacional tinha forte base municipal e altíssimo grau de politização. A sua organização se baseava nas elites políticas locais, pois eram elas que formavam e dirigiam o Corpo de Guardas que teve relevante papel no recrutamento dos efetivos que lutaram da Guerra do Paraguai.

E os nossos guardiões? Onde nasceram? A Guarda Nacional fez sua última aparição no dia 7 de setembro de 1922. A partir daí desapareceu do cenário, contudo deixou resquícios pelo interior afora. Arthur Bernardes, então presidente da República Velha, continuou emitir Carta-patente de oficiais da Guarda Nacional, daí a existência de nossos heróis. Eram diplomas de elevado visual artístico, feitos para impressionar a quem eles tivessem acesso, justificando a intenção de consolidar o poder do patenteado junto a sua comunidade. O diploma do Capitão Deolindo ficava na sua sala de visitas, em sua casa onde hoje é o Supermercado Paulista.

Se aqui em Ubatuba essas patentes tiveram pouco significado dado as figuras que o detinham, no nordeste até bem pouco tempo tiveram relevância, principalmente nos grotões do sertão, onde a autoridade era exercida por eles, maioria das vezes com violência e sempre de forma arbitrária.

Hoje, os sociólogos modernos fazem uma bem feita alusão aos coronéis no nordeste com os políticos de renome nacional. São os Sarneys, Renans e Collors, ocupantes do Senado Federal e outras áreas da política, verdadeiros expoentes do coronelismo retrógrado que lamentavelmente ainda populam neste país.

Fonte: Wikipédia.


Nota do Editor: Herbert José de Luna Marques [1939 - 2013], advogado militante em Ubatuba, SP.
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES SOBRE "UBATUBA"Índice das publicações sobre "UBATUBA"
02/08/2020 - 06h29 Denúncias em relação a programa de moradias
31/07/2020 - 07h23 De olho em Ubatuba - 31/07/20
29/07/2020 - 06h44 De olho em Ubatuba - 29/07/20
28/07/2020 - 06h54 E nas areias de Ubatuba... (CCCXXIV)
24/07/2020 - 06h44 De olho em Ubatuba - 24/07/20
22/07/2020 - 07h50 De olho em Ubatuba - 22/07/20
ÚLTIMAS DA COLUNA "HERBERT MARQUES"Índice da coluna "Herbert Marques"
09/09/2011 - 12h02 Uma manifestação feliz
16/03/2011 - 12h01 Basílio nos deixou
10/09/2010 - 17h08 Escândalo - O perigo do anonimato
06/07/2010 - 08h11 Santa Casa de Ubatuba - reflexão sem paixão
25/05/2010 - 11h00 OAB-SP - Ubatuba - novas instalações
08/05/2010 - 08h00 Sobre ubatubância
· FALE CONOSCO · ANUNCIE AQUI · TERMOS DE USO ·
Copyright © 1998-2020, UbaWeb. Direitos Reservados.