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Opinião
26/10/2004 - 11h47
Sobrevivência
Douglas Mondo
 

Todo bom estrategista, a serviço das relações públicas ou privadas, sabe que o princípio fundamental para o sucesso de qualquer projeto é saber como deve ser aplicado, quando e qual alvo a ser atingido.

Para consulta, deve sempre trazer em seu bolso um exemplar de "Arte da Guerra" com os ensinamentos do general Sun Tzu, provavelmente aquele escrito por Samuel Griffith.

Sun Tzu, excelente estrategista, viveu no século quarto a.C. e foi um general chinês que entre outros pensamentos, filosofou: "aquele que não conhece o inimigo, nem a si mesmo, perderá cem batalhas; aquele que conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, poderá ganhar como também poderá perder, com chances iguais para a vitória ou para a derrota; mas aquele que conhece a si mesmo e também ao inimigo, vencerá todas as batalhas".

Atualmente, toda grande empresa, além de conhecedores das leis de mercado e estratégias de marketing, necessita também de especialista em política pública internacional, já que as relações comerciais passam pelas condições políticas existentes entre os países da Terra.

As civilizações humanas com suas diferenças culturais e religiosas, tão fortemente marcadas nesse novo século, não aceitam mais as imposições de consumo determinadas pelas grandes potências, já que estas não respeitam tais diferenças, nem tampouco a preservação de seus costumes e leis sociais.

Além do mais, o modelo econômico baseado supostamente na livre concorrência em mercado globalizado, via de regra com os países mais poderosos utilizando conhecimento e tecnologia de ponta ou mesmo subsidiando suas produções primárias, cada vez mais determinará a concentração de riquezas nas mãos desses poderosos, em detrimento do restante da população mundial.

Nesse momento histórico, as grandes potências estão a infringir um dos mandamentos básicos ensinados pelo estrategista Sun Tzu: não conhecer o inimigo nem a si mesmo.

Inicialmente, não conhecer a si mesmo advém da arrogância que assola aos poderosos, com tomada de conhecimento no momento do declínio de seu império, fatalmente quando já é tarde.

Quanto aos inimigos, não se tratam de pessoas ou países, nem de culturas políticas ou religiosas, mas sim de necessidades básicas para a sobrevivência da espécie humana, tais como: alimentação; moradia; respeito às culturas e religiões alheias; direito à vida com dignidade; preservação ambiental do planeta etc.

A concentração de renda nas mãos dos países ricos, com modelo econômico baseado no capital e na exploração predatória dos recursos naturais e desrespeito à cultura alheia, produziu uma pobreza generalizada com mais de 4 bilhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo a ONU com apenas dois dólares por dia.

Destes 4 bilhões, 2 bilhões vivem abaixo da linha da miséria, isto é, com apenas um dólar por dia.

Combater a pobreza com exibição de força, demonstra desconhecimento das ações do inimigo, já que não ataca a causa do problema, mas tenta-se eliminar apenas suas conseqüências, o que caracteriza apenas o traço típico da arrogância dos dominantes.

É necessário que a política internacional oriunda de países ricos contemple uma solução emergencial para a fome mundial, bem como desenvolva um modelo econômico baseado na melhor distribuição da riqueza, dando oportunidade para que povos de países pobres possam preservar suas culturas e seus costumes sociais e religiosos, com possibilidade de desenvolvimento, independentemente de estarem em lugares estratégicos ou terem riquezas minerais ou energéticas.

Caso contrário, face a ausência de discussões sobre as mudanças necessárias para que novos modelos econômicos e de respeito humano possam acontecer entre as nações, temos que as conquistas de direitos por parte dos países explorados acontecerão unicamente através de conflitos armados, já que a história apenas isso registra.

O grande desafio da humanidade para esse novo século será a utilização dos recursos naturais sem destruir o planeta, desenvolver política de desenvolvimento global-humanizado com distribuição justa de riqueza, com respeito aos povos e suas culturas e, principalmente, compreender que somos todos humanóides vivendo sobre o mesmo chão. Compreendermos, também, que a eliminação de um membro afeta a todos, já que somos indivíduos da mesma espécie.


Nota do Editor: Douglas Mondo é advogado, escritor e presidente da Tv Japi Mais.
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