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Cuidado que deve começar desde muito cedo.
A chegada do calor muda os hábitos diários da família e principalmente das crianças. Os pequenos que, durante as estações mais frias ficam agasalhados e quentinhos, começam a colocar pernas e bracinhos para fora e desfrutar do calor do sol. Recomendado por pediatras, o banho de sol diário além de saudável é grande fonte de saúde. Ele melhora a absorção da Vitamina D, que colabora no metabolismo do cálcio, elemento fundamental para a boa formação de dentes e ossos. Porém, quando se trata da luz solar, cautela é a palavra de ordem. A exposição excessiva aos raios solares é o maior fator de risco para envelhecimento precoce e desenvolvimento do câncer de pele na fase adulta. Segundo a Academia Americana de Dermatologia, 80% da radiação ultra-violeta solar recebida durante toda a vida ocorre nos primeiros 18 anos. E, mesmo com todos os cuidados na vida adulta, os efeitos nocivos causados pelo sol, na infância e na juventude, não podem ser revertidos. Para prevenir danos futuros, é importante que a educação com relação ao sol comece cedo. "Pais devem estimular o uso de protetores desde a primeira infância, para que na adolescência esta consciência já esteja formada" recomenda Dr Sérgio Schalka, médico dermatologista e diretor clínico da Medcin Instituto da Pele. "Este é um bom hábito que deve acompanhar a pessoa por toda vida, como escovar os dentes após as refeições", acrescenta. "Além disso, se forem tomados os devidos cuidados nos primeiros 18 meses de vida, é possível diminuir em até 85% o risco de desenvolvimento do câncer de pele na idade adulta", afirma o médico. Cuidados especiais O uso de produtos adequados também é um importante cuidado a ser tomado. A pele infantil apresenta maior tendência ao desenvolvimento de alergias e por isso precisa de produtos especiais. "Os produtos infantis, normalmente, apresentam formulação diferenciada: são mais espessos, sem perfumes e contam com uma formulação basicamente composta por filtros solares físicos (refletores), tudo para que se evite o desenvolvimento de alergias na pele dos pequenos, por isso são os mais indicados", explica Dr Sergio Schalka. Antes de ir para o sol, as mães também devem consultar o dermatologista. Crianças com menos de 6 meses de idade, por exemplo, não devem usar filtro solar. "Antes dos seis meses de vida, não é recomendável o uso do filtro solar, devendo-se evitar a exposição continuada do bebê ao sol". Dr Sergio Schalka também acrescenta algumas regrinhas de ouro da Sociedade Brasileira de Dermatologia para que os pequenos possam desfrutar do sol com saúde. · Evite o sol entre 10 a 16 horas, que são os horários mais críticos para a pele. Procure as primeiras horas da manhã ou o finalzinho da tarde; · Use um chapéu para proteger couro cabeludo, orelhas, nariz e lábios; · Use filtro solar infantil com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou mais em todo o corpo de seu filho (acima de 6 meses). Aplique meia hora antes da exposição ao sol e não esqueça de reaplicar a cada 2 horas, principalmente se ele for à água ou transpirar demais; · Se seu filho estiver usando qualquer medicação, pergunte ao pediatra se o sol deve ser evitado. Alguns remédios podem tornar a pele mais sensível ao sol; · Cuidado com dias nublados. Os raios solares perigosos atravessam as nuvens e a neblina. Preste também atenção com a luz refletida. O sol pode refletir na areia, no concreto e na água; · Ofereça bastante líquido para seu pequeno durante a exposição ao sol. Os riscos de insolação e desidratação são muito maiores para crianças.
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