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Opinião
28/10/2004 - 07h05
Eleições, lições exemplares
Faustino Vicente
 

A par da exemplar lição de democracia que o povo brasileiro deu ao mundo, e do sucesso do projeto desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, os resultados das eleições de 2004 redesenharam o mapa geopolítico do Brasil. Uma simples análise da situação atual, comparada com a de duas décadas, revela que a conjuntura fez desaparecer estruturas incompatíveis com os anseios da população. Esta constatação nos leva ao pensamento do filosofo grego Heráclito, de Êfeso, (540-480 a.C) que dizia: - "Tudo é fluxo,nada é estático. Nenhum homem tomará banho duas vez sequer no mesmo rio, pois o rio não será o mesmo e nem o homem será o mesmo".

A decência, a competência e a transparência administrativa são valores indispensáveis à gestão pública. Numa de nossas palestras fomos questionado sobre a política econômica do governo. Como não somos economistas, recorremos a seguinte história: "Certa vez, um conceituado político do cenário nacional, e influente liderança em determinada região, promoveu uma palestra convidando um renomado especialista em ciências econômicas, para expor as suas idéias à mais de duas centenas de pequenos empresários de agronegócios.

Terminada a exposição, feita com rara competência, e ao som de muitos aplausos, foi sugerido que os presentes dirigissem perguntas ao ilustre conferencista, com a finalidade de esclarecer dúvidas de interesse individual. Passados alguns minutos de constrangedor silêncio, e na insistência do político anfitrião, o senhor Zé do Mato, homem dotado de raro sentido prático da vida, disparou do alto dos seus 81 anos, a seguinte afirmação: Professô, eu intendi que cum tudo esse palavrório difici o sinhô só quis dizê uma coisa - si nóis gasta mais do que nóis ganha, nóis quebra." Esse é o fundamento essencial da economia, seja ela micro, ou macro.

O rigor no cumprimento do "dever de casa" por parte dos homens públicos, dos três poderes e das três esferas governamentais, a gestão empreendedora por parte da iniciativa privada e o comprometimento de cada cidadão em se desenvolver continuadamente, são os ingredientes da receita para vencer os desafios na ordem econômica e social. Indicadores como o grau de internacionalização, economia interna, comportamento do governo, recursos humanos, infra-estrutura, processos administrativos, finanças e ciência de tecnologia, devem ser otimizados para que possamos conquistar uma honrosa classificação no ranking da competitividade mundial.

A redução da burocracia que, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é da ordem de 5% do PIB e o combate a todas as formas de desperdício, que é superior a esse percentual, são, sem nenhuma dúvida, formas inteligentes de conseguirmos recursos próprios para investimento na qualidade da educação e da saúde. Estas são as colunas mestras da arquitetura de uma sociedade mais justa economicamente e mais igualitária socialmente. Os meios a serem utilizados passam pela vontade política, sistemas de gerenciamento focados em resultados e pela consciência de cada cidadão de que o nosso destino está em nossas mãos, ou melhor, em nossas mentes.

Os inevitáveis "efeitos colaterais" dos acontecimentos internacionais têm gerado a necessidade de que a gestão organizacional seja pautada pela flexibilidade. Investimentos em planejamento, pesquisas de mercado, conhecimento e liderança compartilhados, gestão solidária, respeito ao Ser humano, sistema de incentivos motivacionais, processo de associação de idéias, comunicação interativa, preservação do meio ambiente e parcerias estratégicas fazem parte das exigências conjunturais.

Encerramos com o milenar ensinamento do célebre prosador, político e orador romano Cícero (106-43 a.C) - Vamos equilibrar o orçamento, proteger o tesouro, combater a usura e reduzir a burocracia. Caso contrário, afundaremos todos.


Nota do Editor: Faustino Vicente é consultor de empresas, professor e advogado.

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