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Opinião
02/11/2004 - 20h19
Toda voz à informação sem controle
Luiz Sergio Lindenberg Nacinovic
 

Ao saber que teria que falar numa aula de administração voltada à informática, pensei um pouco e escrevi o seguinte texto, no sentido de me orientar para um controle de qualidade na emissão de batatadas. Assim, anotei direitinho tudo o que eu achava interessante e resolvi fazer o que estou fazendo agora.

Motivação não faltou, já que muita coisa falada sobre o assunto foi deglutida e incluída, de forma antropofágica, na minha biblioteca de DLLs comportamentais. E, como não podemos desperdiçar espaços experimentais quando isso pode ser feito, utilizo mais esta extração concreta de dados num campo subjetivo como a decisão qualitativa do que vai escrito abaixo. E, acredito, dentro do escopo pretendido.

Informação e Controle - o papel dos computadores

A informação é um bem que precisa ser bem administrado e bem protegido. É a grande "commoditie" do futuro. Alguns financistas e administradores como Daniel Dantas e Nelson Tanure tiveram o mesmo insight e sabem seu significado. Outro que sabe disso é Rupert Murdoch. Para compreender bem esta visão, é preciso olhar mais de perto aquilo que é necessário para a tomada de decisão certa (80% + 20% de distorção - 10 para cada lado). A procura dessa decisão certa é o moto para a teoria da informação reversa, formulada pelo Grego Panagiotes Anastasyades - da Universidade de Nicósia (Chipre). A teoria demonstra de forma prática e ele defende a extinção do paradigma do papel impresso como mídia de armazenamento e a substituição da mesma por computadores de processamento distribuído. Daí o fácil controle e a ascensão profissional de DBAs, CIOs, COBs e a procura por MBAs até em culinária. O controle da Informação dita a nova moda. TI é fashion. E titulação é tudo o que falta para a tecnologia da informação ser reconhecida como ostentando duas letras maiúsculas, de importância à toada prova.

È impossível se aceitar, nos dias de hoje, um indivíduo de nível gerencial que não saiba nada de informática. É questão de ordem a manutenção de um notebook com um pacote Office completo e, pelo menos, um acesso a banco de dados de alta consistência. Quanto a conexão, está e tão necessária como a fala na interação e no interagir com outras fontes de dados.

Computação para usuário final - S.A.D. - Sistema de apoio à Decisões

Misturando o conteúdo do título, todo Sistema de Apoio a Decisão existe para satisfazer seu usuário final. Devemos fazer aqui uma distinção entre "usuário" e "final". O porque disso é que nem todo usuário é final.

Existem o usuário, o usuário final e o final simplesmente. Este último é aquele que sempre se aborrece com os fatos normais da informática: reclama da automação bancária, do usuário que está na sua frente, todas as informações viróticas na LAN da empresa começam na sua máquina e é considerado pelo suporte como dotado de sexualidade nas mãos ("onde ele mete a mão ele fode tudo"). O usuário é aquele que se parametriza com a funcionalidade de seu papel, possibilidades, prerrogativas e direitos na LAN empresarial e considera a computação como ferramenta de trabalho.

E é nesse momento que nossa grande estrela surge no cenário: O Usuário Final - aquele que é o consumidor desejado por 11 de 10 software houses, sejam elas autoras de CASE tools ou S.A.D. O Usuário final sabe que o software em questão foi feito para ele e para o seu modo de pensar, se integrando perfeitamente em toda a modularização de procedimentos e atividades propostas por ele. O S.A.D. existe apenas para as suas necessidades quantitativas no sentido de que seu usuário final tome a decisão certa e, parodiando o Professor Mardem "acerte o olho do mosquito com um só tiro, acabando assim com uma previsível dengue, que poderia abalar a saúde da empresa".

O impacto dos computadores sobre os administradores e as organizações

O Choque do Futuro continua com alta voltagem e tudo indica que não vai haver CEMIG que dê jeito nele. A microinformática vai continuar a virar ambientes de cabeça para baixo, mostrando que - na maioria das vezes - o criador não soube medir o impacto sócio-ambiental do PC nos seres humanos e na diversidade cultural. Quem quiser dimensionar o escopo atingido pela revolução tecnológica é só ler o "Milhão de nomes de Deus" (Arthur C. Clarke). Nele, um engenheiro da IBM assiste, perplexo, a um computador 370 encerrar em minutos o futuro da tradição lamaísta e o conseqüente fim do mundo puro e simples ("O Final da Humanidade Chegará quando for sabido o milhão dos nomes de Deus"). O conto tem uma página e meia. Tão sintético como arquivo de texto. Mais sintético que ele só "O Homem que Queria Ser Rei" (Rudyard Kipling), que traduz em uma página e 1/3 o que Jack Welch dita nas mais de 200 páginas de sua autobiografia.

A Geração pós - Jack Welch é que vai refletir plenamente o impacto dos computadores sobre os administradores e as organizações, já que a evolução do mainframe para o PC pegou todo o primeiro escalão existente - em toda a atividade rentável - no meio da frutificação individual de suas carreiras. Trocando em miúdos: aderiram ao PC para dar um brilho novo e aumentar a vida útil em termos profissionais. Se 20% deles forem usuários intermediários, a proporção pode ser considerada alta, já que a faixa de 40 e + continua a achar a informática um brinquedo infantil.

A Revolução Permanente dos Computadores

Não existe fim como não existe retorno. O possível retorno nunca será feito pelo caminho de volta, já que a digitalização e a lógica Fuzzy permitem um não - caminho. Uma outra explicação é a diferença entre o iniciante e o usuário. O iniciante sempre será um futuro usuário e o usuário nunca mais será um iniciante, mesmo que queira.

A revolução permanente dos Computadores é Zen, sem stress e sem sangue, já que a possibilidade virtual e 3D da criação de ambientes, personagens e outras "Simms Family" da existência, nos torna divinos no sentido teológico e possivelmente ético de toda a sistemática.

Enquanto este sentimento nortear a criação e a criatividade do desenvolvimento, a revolução permanente dos computadores justificará o subtítulo.


Nota do Editor: Luiz Sergio Lindenberg Nacinovic é jornalista.

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