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Medicina e Saúde
08/11/2004 - 13h06
Lutar contra a obesidade previne o diabetes
 
 

Sociedade Brasileira de Diabetes fará campanha educativa de massa alertando população sobre os perigos do DIABETES, que, no Brasil, mata mais que a AIDS, representa a 4ª causa de morte e hoje é um dos mais graves problemas de saúde pública no País e no mundo.


Este ano, a SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes está à frente da Campanha de Conscientização sobre o Diabetes - que acontece a partir do dia 14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes. Com o slogan Combata a obesidade, previna-se contra o Diabetes, o objetivo da iniciativa será o de alertar e conscientizar a população para essa doença, que, além de ser uma epidemia mundial, no Brasil, mata mais que a Aids e representa a 4ª causa de morte no Brasil e é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores não decorrentes de traumas.
 
Levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD estima que existem, aproximadamente, 8 milhões de pessoas portadoras de diabetes no País, sendo que boa parte delas ignora sua condição e portanto não recebe qualquer tipo de cuidado ou tratamento. Calcula-se que em todo mundo existam 150 milhões de pessoas com diabetes (dados da Organização Mundial de Saúde - OMS). Para se ter uma idéia da evolução da doença, em 1985, a OMS calculava o número de diabéticos no mundo em cerca de 30 milhões. Em 1990, as estimativas eram de 80 milhões. Quatro anos depois, já se falava em 110 milhões. Para o ano de 2025, a OMS projeta a espantosa cifra de 300 milhões.

A Campanha de Conscientização sobre Diabetes, que acontece em nível nacional - iniciativa pioneira da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) - criada pelos maiores especialistas em Diabetes do Brasil e que atua permanentemente no campo de prevenção e tratamento do diabetes -, pretende alertar a população para a gravidade de uma doença que gera milhares de óbitos por falta de diagnóstico, conscientizá-la sobre a importância da realização de exames preventivos e informá-la de que simples mudanças no estilo de vida, como manter alimentação saudável e atividades físicas, podem prevenir a doença e também promover mais qualidade de vida entre os diabéticos.

A principal orientação da SBD nesse sentido é a necessidade de conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre como prevenir o Diabetes - apenas mudando hábitos e estilo de vida. Lutar contra a obesidade, praticar exercícios físicos e ter alimentação saudável. Consultas periódicas com especialistas fazem parte das prioridades pela SBD. "Evitar o diabetes é uma questão de bom senso", considera o endocrinologista Dr Leão Zagury, presidente da SBD.

Do ponto de vista econômico, de acordo com o presidente da SBD, recentes estudos nos Estados Unidos revelam a dimensão do custo direto e indireto da doença: um diabético pode gastar até 3500 dólares a mais do que uma pessoa não diabética por ano e que o total do cuidado com os diabéticos excede 100 bilhões de dólares anuais, o que corresponde a 15% do total anual do gasto com saúde pelo país. Na Inglaterra estes gastos atingem 8% da importância disponibilizada para o National Health Service. "O custo do Diabetes para o indivíduo e para a sociedade e a prevalência torna impossível avaliar corretamente a devastação que o diabetes vai provocar no futuro; a única certeza que tenho é que se não forem tomadas medidas imediatamente os resultados serão desastrosos", afirma Zagury.

Educação significa revolução

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, doutor Leão Zagury, a educação em diabetes representa uma nova revolução, cujo impacto pode ser comparado com o mesmo provocado pela introdução dos antibióticos e a insulina no Brasil. "A educação em diabetes veio para melhorar a qualidade de vida do paciente, o que é fundamental", considera.

Pioneiro nesta área no Brasil ele conta que a idéia de educar em diabetes surgiu em 1970. Os primeiros países que aderiram foram os europeus. Para ele, o Brasil ainda caminha de forma tímida nesta área. Zagury explica que um indivíduo diabético educado para cuidar do problema diminui ou exclui sensivelmente o número de complicações secundárias e conseqüentes internações.

Ele esclarece que não existe no Brasil a profissão "educador em diabetes". O que há são profissionais da área de saúde que fazem educação. "Ensinar os diabéticos sobre seu problema deve fazer parte do tratamento" afirma.

Prevenção

O presidente da SBD diz que "diagnosticar precocemente os portadores de intolerância a glicose e estimulá-los a agir preventivamente praticando atividades físicas e mantendo o peso saudável fazem com que os riscos de se tornarem diabéticos reduza em 58%". Para o endocrinologista, uma vez diagnosticado o Diabetes, os portadores procurem seus médicos com certa freqüência para controlar bem a disfunção e assim evitar as complicações.

Ele recomenda que sejam cumpridos no mínimo 150 minutos de atividades físicas por semana, o que corresponde a pouco mais de 20 minutos diários. Um pequeno empenho que assegura saúde e qualidade de vida.

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