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Episódios dramáticos de AVC (acidente vascular cerebral) ou aneurisma podem ser evitados se forem tomadas algumas medidas preventivas. "A principal causa dos AVCs é a doença ateromatosa vascular, em que placas de gordura se depositam nas paredes dos vasos, levando a estreitamentos e, eventualmente, oclusões completas. Isso acarreta deficiência na irrigação sangüínea e morte dos tecidos afetados. Exames de imagem, como a ultra-sonografia com Doppler ou a ressonância magnética, detectam essas obstruções, permitindo quantificar sua repercussão na circulação sangüínea e orientar a terapêutica a ser adotada", diz Fábio Eduardo Fernandes da Silva, radiologista da URP Diagnósticos Médicos. Já os aneurismas cerebrais podem ser congênitos ou adquiridos ao longo da vida. Segundo o neurocirurgião Marcos Maldaum, do Hospital Santa Paula, "os aneurismas cerebrais se formam a partir de uma fragilidade dos vasos internos da cabeça, resultando em uma dilatação que pode se romper. Cerca de 30% dos pacientes que sofrem o rompimento não sobrevivem. Os demais, tanto podem se recuperar gradativamente, sentindo uma leve dor de cabeça, até entrar em coma profundo". O aneurisma cerebral geralmente acomete adultos jovens, em torno de 40 anos. "A clássica história clínica desses pacientes consiste em dor de cabeça súbita, durante esforço físico, podendo levar à perda da consciência. Pacientes fumantes e com pelo menos 2 parentes de primeiro grau têm mais chances de formar um aneurisma. Os hipertensos - e ainda hipertensos fumantes - correm mais riscos ainda de ter sangramentos do aneurisma. Diante de uma história sugestiva ou suspeita clínica, o paciente deve imediatamente procurar seu médico e investigar a possibilidade de ter tido uma hemorragia decorrente da ruptura do aneurisma", diz Maldaun. "Aneurismas são facilmente detectados em exames de ressonância magnética ou angiorressonância. Os casos que surgem tardiamente, ao longo da vida, são geralmente associados a hipertensão arterial e têm menores dimensões. Aneurismas de cerca de três milímetros podem ser detectados pela ressonância magnética, prevenindo episódios mais graves", diz o doutor Fábio Silva.
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